Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Voltar Dólar fecha a R$ 5,15 e Bolsa recua 0,51% em sessão de cautela no mercado

O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (16) cotado a R$ 5,151, com leve queda de 0,06%, enquanto o Ibovespa recuou 0,51%, aos 185.547 pontos. O mercado financeiro acompanhou indicadores econômicos, o cenário internacional e as expectativas em relação aos próximos passos da política econômica no Brasil e no exterior.

A moeda norte-americana apresentou pouca oscilação ao longo do pregão, mesmo diante de uma sessão de maior volatilidade nos mercados internacionais. O dólar também terminou o dia próximo da estabilidade em relação ao real, enquanto o índice que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos diante de outras divisas importantes registrou alta.

Na Bolsa brasileira, o movimento foi influenciado principalmente pelo desempenho de empresas de grande peso no Ibovespa. As ações da Vale recuaram mais de 2%, enquanto os papéis da Petrobras tiveram queda superior a 3%, pressionados pela baixa dos preços do petróleo no mercado internacional.

O petróleo, que vinha registrando alta nos últimos pregões em razão das tensões no Oriente Médio e dos riscos relacionados ao fornecimento internacional, apresentou queda nesta quarta-feira (16). O Brent, referência para o mercado global, chegou a ser negociado abaixo dos US$ 106 por barril.

A movimentação dos investidores também ocorreu em meio à divulgação de novos indicadores da economia brasileira. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,20% em julho na comparação com o mês anterior. O resultado veio abaixo das expectativas de analistas consultados pela Reuters, que projetavam recuo de 0,10%. Na comparação com julho do ano passado, o indicador apresentou alta de 1,1%.

Outro indicador divulgado durante o período foi o IGP-10, da Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice avançou 1,47% em setembro, depois de ter registrado queda de 0,51% em agosto. A alta foi influenciada principalmente pelos preços no atacado.

No cenário externo, os investidores também acompanharam a economia dos Estados Unidos e os sinais emitidos pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano. A autoridade monetária anunciou uma alteração na taxa básica de juros, movimento que passou a ser incorporado às avaliações dos agentes financeiros sobre o comportamento dos ativos internacionais.

A expectativa dos investidores permanece concentrada na trajetória das economias brasileira e norte-americana, nos dados de inflação e atividade e nos efeitos das tensões geopolíticas sobre commodities e mercados financeiros. Esses fatores podem continuar influenciando as cotações do dólar e o comportamento da Bolsa nas próximas sessões.

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