Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 16 de setembro de 2026
As exportações da indústria gaúcha cresceram 19% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, e somaram US$ 1,5 bilhão. O resultado refletiu a expansão de 9% no volume médio embarcado e a alta de 5,2% nos preços de exportação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15) pelo Sistema Fiergs.
Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o resultado é positivo, mas deve ser analisado com cautela. “As vendas para o Oriente Médio e para a União Europeia cresceram, mas para os Estados Unidos e China caíram. Para que haja um incremento consistente das exportações, é necessária a reversão completa das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e condições mais favoráveis ao investimento, com redução dos juros, por exemplo”, avalia.
O crescimento foi disseminado entre os segmentos industriais, com 16 dos 23 setores analisados registrando aumento da receita. Alimentos teve o maior impacto positivo, com alta de 31,7% (US$ 542 milhões, +US$ 130 milhões) e contribuição de 10,2 pontos percentuais (p.p.) para o resultado. Na sequência, apareceram Tabaco (US$ 244 milhões, +US$ 63,5 milhões), com crescimento de 35,3% e contribuição de 5 p.p., e Veículos automotores (US$ 97,1 milhões, +US$ 12,8 milhões), que avançou 15,1%, com impacto de 1 p.p.
Entre os principais parceiros comerciais, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 126 milhões em agosto, queda de 1,9% ante o mesmo mês de 2025. O mercado representou 8,3% das vendas industriais gaúchas e retirou 0,2 p.p. do resultado agregado. O principal impacto negativo veio do segmento de Tabaco, com vendas de US$ 6,3 milhões, recuo de 56,8%. As exportações de folhas de tabaco destaladas caíram US$ 8,3 milhões, para US$ 5,4 milhões.
Para a Argentina, as vendas totalizaram US$ 127 milhões, retração de 2,1%, representando 8,4% das exportações industriais gaúchas. Máquinas e equipamentos foi o segmento que mais contribuiu para a queda, com vendas de US$ 29 milhões, redução de 32,2%. Entre os produtos, peças e acessórios para tratores agrícolas somaram US$ 11 milhões, queda de US$ 4,3 milhões.
Na China, as exportações industriais gaúchas recuaram 34,2%, para US$ 55 milhões. O mercado respondeu por 3,6% das vendas e retirou 2,3 p.p. do resultado agregado. Alimentos foi o principal responsável pela queda, com retração de 60%, para US$ 17,2 milhões. As vendas de carnes de bovinos congeladas, que haviam alcançado US$ 22,7 milhões em agosto de 2025, não registraram embarques no mesmo mês deste ano.
Em sentido contrário, a União Europeia apresentou forte expansão. As exportações chegaram a US$ 295 milhões, alta de 136,2% sobre agosto de 2025. O mercado representou 19,5% das vendas industriais gaúchas e acrescentou 13,4 p.p. ao resultado.
O principal destaque foi Tabaco, com exportações de US$ 138 milhões, crescimento de 187,2%. Folhas de tabaco destaladas responderam por US$ 130 milhões, alta de US$ 84,1 milhões.
No Oriente Médio, as exportações alcançaram US$ 110 milhões, crescimento de 56,2% em relação a agosto de 2025. O mercado representou 7,3% das exportações industriais gaúchas e acrescentou 3,1 p.p. ao resultado agregado. Alimentos foi o segmento de maior impacto, com vendas de US$ 90,3 milhões, alta de 114%.
Importações
As importações gaúchas totalizaram US$ 1,1 bilhão em agosto, retração de US$ 247 milhões (-18%) em relação ao mesmo mês de 2025. Entre as grandes categorias econômicas, destacaram-se Combustíveis e lubrificantes, com importações de US$ 72,6 milhões, queda de 71,3%; Bens intermediários, com US$ 713 milhões, recuo de 5%; e Bens de consumo, com US$ 126 milhões, redução de 16,4%.
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