Quarta-feira, 15 de abril de 2026

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Voltar Após críticas de Trump, papa diz que vai continuar se manifestando contra a guerra no Oriente Médio

Após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira (13) que pretende continuar se manifestando contra a guerra no Oriente Médio.

Em declarações feitas a bordo do voo papal para Argel, capital da Argélia, onde o primeiro pontífice norte-americano iniciou uma viagem de dez dias por quatro países africanos, Leão XIV também afirmou que a mensagem cristã está sendo “deturpada”.

“Não quero entrar em debate com ele [Trump]”, disse o papa. “Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo”, declarou.

“Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, prosseguiu.

“Há muita gente sofrendo no mundo hoje em dia. Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E eu acho que alguém precisa se levantar e dizer que existe um caminho melhor”, disse o pontífice. “Não tenho medo do governo Trump”, acrescentou.

No domingo, em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que Leão XIV é “fraco no combate ao crime” e ”péssimo em política externa”.

A postagem ocorreu depois de o líder religioso ter condenado as políticas de Trump nas áreas de relações internacionais e imigração. “Leão deveria se comportar como papa”, escreveu o republicano, dizendo, posteriormente, a repórteres que não era um “grande fã” do pontífice.

“O papa Leão XIV é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa. Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos”, afirmou Trump.

“Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano – e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, declarou o presidente.

O líder religioso é um crítico ferrenho da guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro. Leão XIV disse que a ameaça feita pelo presidente norte-americano, de ”destruir a civilização iraniana”, é “inaceitável”.

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