Domingo, 04 de outubro de 2026

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Voltar Presidente da Justiça Eleitoral diz que não há indicativo de interferência internacional nas eleições

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, declarou neste domingo (4) que não há “nenhum indicativo” de interferência internacional nas eleições de 2026. Segundo o ministro, as equipes responsáveis pelo monitoramento de riscos internacionais não identificaram qualquer ameaça relacionada ao pleito.

Ele afirmou ainda que não há relatos da PF (Polícia Federal), da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) ou de outros setores que trabalham em parceria com o TSE sobre possíveis ameaças. Kassio disse também que os relatórios não apontam riscos relacionados ao crime organizado ou à possibilidade de atentados, apesar de notícias sobre o assunto terem circulado na internet.

“Os nossos relatórios não apontam nenhum tipo de risco internacional ou do crime organizado, como fizeram circular com algumas ameaças e possibilidades de atentados. Não recebemos nenhum indicativo concreto disso até o momento, e é fato que, até o momento, não ocorreu nada”, afirmou em entrevista a jornalistas.

A especulação sobre uma possível interferência internacional começou a circular após as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália interromperem os serviços consulares na última sexta-feira (2). Os comunicados das duas representações diplomáticas informaram que a decisão foi tomada por questões de segurança.

Segundo Kassio, as embaixadas justificaram a suspensão dos serviços pelo fato de as eleições estarem polarizadas. De acordo com o ministro, esse tipo de precaução é comum em períodos de maior acirramento e divisão política. Kassio citou como exemplo a Colômbia, onde os Estados Unidos adotaram medida semelhante durante o período que antecedeu a votação.

Mais cedo neste domingo (4), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que a corporação abriu investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

Segundo Andrei, a PF recebeu uma representação da AGU (Advocacia-Geral da União) após o jornal The Guardian publicar sobre um projeto norte-americano intitulado de “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”, que previa cerca de R$ 5 milhões em recursos para grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e censura do STF (Supremo Tribunal Federal). (Com informações do portal de notícias CNN Brasil)

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