Quarta-feira, 08 de julho de 2026

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Voltar Prêmio Miguel Velasquez encerra Semana do MPRS com homenagem e cultura

O encerramento da Semana do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi mais do que uma celebração institucional: tornou-se um marco simbólico de reconhecimento e renovação. A entrega do Prêmio Miguel Velasquez de Direitos Humanos à promotora Lúcia Helena Callegari e o anúncio da criação da Escola MPRS revelam duas dimensões complementares da atuação ministerial: a defesa da vida e a formação contínua.

A homenagem a Callegari, promotora que esteve à frente de júris de grande repercussão como o Caso Kiss, reafirma o papel do Ministério Público como guardião dos direitos humanos. Sua fala emocionada — “O Ministério Público é a minha alma. Eu pautei a minha vida profissional voltada às vítimas. Se não conseguirmos dar voz a essas pessoas não seremos nada” — traduz a essência de uma carreira dedicada à proteção da dignidade humana. O procurador-geral Alexandre Saltz reforçou esse simbolismo ao lembrar que “o maior direito humano que nós temos, o único direito inalienável, é o direito à vida. E a Lúcia faz isso todos os dias, com coragem, desapego, paixão e intensidade.”

Ao mesmo tempo, a transformação do CEAF em Escola MPRS sinaliza a institucionalização da formação como eixo estratégico. O diretor Sérgio Harris destacou que não se trata de mero simbolismo, mas da consolidação de uma estrutura pronta para capacitar e aperfeiçoar integrantes e parceiros. Essa mudança projeta o Ministério Público como agente não apenas processual, mas também educativo e transformador da sociedade.

O encerramento cultural, com o espetáculo La La Land conduzido por Lala Coradini, trouxe leveza e emoção, lembrando que a missão institucional também se sustenta em vínculos humanos. “Esse show conecta as pessoas com emoções que o dia a dia acaba afastando. Acredito que isso ajuda a nos reconectar com o motivo pelo qual escolhemos fazer parte dessa instituição. E o maior propósito que nos une é servir a sociedade gaúcha”, afirmou.

A Semana do MPRS terminou unindo três dimensões: reconhecimento individual, fortalecimento institucional e valorização cultural. A premiação de Lúcia Callegari e a criação da Escola MPRS não apenas celebram trajetórias, mas projetam o Ministério Público como instituição que honra a vida, investe em conhecimento e se conecta com a sociedade.(Gisele Flores- gisele@pampa.com.br)

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