Quinta-feira, 09 de julho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 8 de julho de 2026
A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta quarta-feira (8), em Caxias do Sul, uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A arma foi entregue espontaneamente à corporação pelo proprietário de uma empresa importadora de artigos bélicos e permanecerá sob custódia da PF até nova determinação judicial.
Segundo investigadores, a espingarda estava na residência do empresário, que informou ter sido o antigo proprietário do armamento. De acordo com a versão apresentada à Polícia Federal, a arma havia sido transferida regularmente para Jair Bolsonaro, mas nunca chegou a ser entregue ao ex-presidente.
A justificativa apresentada foi que, após a transferência do registro, o empresário não conseguiu encontrar Bolsonaro para concluir a entrega da espingarda. Como o armamento já não estava mais registrado em seu nome, ele alegou que não poderia transportá-lo sem descumprir a legislação vigente.
Integrantes da PF afirmaram ainda que o empresário decidiu procurar a corporação depois que o caso ganhou repercussão na imprensa e a arma passou a ser mencionada entre os itens relacionados ao mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A espingarda consta na relação de armas citadas por Moraes ao autorizar as buscas realizadas na residência de Bolsonaro, em Brasília. Na decisão, o ministro apontou um “desencontro de informações” sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente, a localização dos armamentos e a situação dos respectivos registros, determinando a apreensão das armas e da documentação correspondente.
Também nesta quarta-feira, agentes da Polícia Federal cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. A diligência, autorizada pelo STF, teve como objetivo localizar armas de fogo, munições e documentos relacionados aos registros dos armamentos.
A operação durou cerca de uma hora. Os policiais realizaram buscas em diversos cômodos da residência, incluindo quartos, armários e gavetas, mas nenhuma das armas relacionadas na decisão judicial foi localizada no imóvel.
Após a ação, o advogado João Henrique Freitas, que integra a defesa do ex-presidente, criticou a operação. “É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, afirmou.
Com a apreensão da espingarda em Caxias do Sul, a Polícia Federal dará continuidade à apuração para esclarecer a situação dos demais armamentos registrados em nome de Bolsonaro e verificar se todos estão devidamente localizados e em conformidade com a legislação. A arma permanecerá sob a guarda da Superintendência da PF no Rio Grande do Sul até nova decisão do Supremo Tribunal Federal.
(Com CNN Brasil)
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