Quinta-feira, 16 de julho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 16 de julho de 2026
A economia da China cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, registrando o ritmo mais fraco de expansão em três anos e meio e ficando abaixo das expectativas do mercado. Os dados, divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China, aumentam a pressão para que o governo de Pequim anuncie novas medidas de estímulo à atividade econômica.
O resultado representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 5% registrado no primeiro trimestre e ficou abaixo da projeção de 4,5% feita por economistas consultados. Apesar da perda de fôlego, a economia chinesa acumulou expansão de 4,7% no primeiro semestre, permanecendo dentro da meta anual do governo, que varia entre 4,5% e 5,0%.
Segundo analistas, a desaceleração reflete principalmente a fraqueza da demanda doméstica, o baixo consumo das famílias e a continuidade da crise no mercado imobiliário, fatores que vêm limitando os investimentos privados e a recuperação da segunda maior economia do mundo. Embora as exportações e a produção industrial tenham apresentado desempenho relativamente sólido, esses indicadores não foram suficientes para compensar a perda de dinamismo do mercado interno.
Os dados mostram que as vendas no varejo cresceram apenas 1% em junho, enquanto o investimento em ativos fixos permaneceu em retração. O setor imobiliário continua sendo um dos principais pontos de preocupação, com queda de cerca de 18% nos investimentos e novas reduções nas vendas de imóveis, mantendo a pressão sobre incorporadoras e governos locais.
Economistas avaliam que o resultado reforça a expectativa de novas medidas de estímulo por parte das autoridades chinesas. A atenção do mercado está voltada para a reunião do Politburo do Partido Comunista da China, prevista para o fim de julho, quando o governo deverá discutir ações para fortalecer o consumo interno e sustentar o crescimento econômico. Ainda assim, parte dos analistas acredita que Pequim optará por medidas pontuais, evitando um pacote amplo de estímulos devido ao elevado nível de endividamento de governos locais.
A desaceleração da economia chinesa é acompanhada de perto pelos mercados internacionais por causa do peso do país no comércio global. Como maior consumidor mundial de diversas commodities, uma atividade econômica mais fraca pode reduzir a demanda por produtos como minério de ferro, petróleo e soja, afetando países exportadores, entre eles o Brasil. Ao mesmo tempo, as tensões comerciais com os Estados Unidos e o cenário geopolítico seguem adicionando incertezas às perspectivas para a economia chinesa nos próximos meses.
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.