Sábado, 04 de julho de 2026

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Voltar Papa marca o Dia da Independência dos Estados Unidos com apelo por imigrantes

O papa Leão XIV marcou neste sábado (4), data em que os Estados Unidos celebram os 250 anos da independência, com um apelo para que os americanos acolham imigrantes com “compaixão e generosidade”. O primeiro pontífice nascido nos EUA fez a declaração durante uma visita à ilha italiana de Lampedusa, um dos principais pontos de chegada de migrantes à Europa.

Em uma carta divulgada pouco depois de chegar à ilha, Leão XIV afirmou que proteger a vida humana também significa “acolher, proteger e assistir os imigrantes”, destacando que as esperanças, os sacrifícios e as contribuições desses grupos fazem parte da história dos Estados Unidos.

O pontífice iniciou a visita no monumento “Porta para a Europa”, erguido em homenagem aos milhares de migrantes que morreram ou desapareceram ao tentar cruzar o Mar Mediterrâneo. Em seguida, visitou o cemitério da ilha, onde há uma área destinada a migrantes, incluindo o túmulo de Yusuf Ali Kanneh, um bebê de seis meses que morreu em um naufrágio em 2020.

Durante a viagem, Leão XIV também encontrou migrantes e participou de uma homenagem ao papa Francisco, que realizou uma visita marcante a Lampedusa em 2013. Entre os presentes estava um jovem chamado Leo, que chegou à ilha há dez anos após perder a mãe durante a travessia. Ele entregou ao papa uma carta e uma bola, com o desejo de que o objeto seja repassado a outra criança migrante.

Na mensagem pelos 250 anos da independência americana, o papa afirmou que, em todas as gerações, pessoas que buscaram liberdade, oportunidades e um lugar para viver ajudaram a moldar o caráter dos Estados Unidos. Segundo ele, recebê-las com compaixão e generosidade não é apenas um ato de caridade, mas também um reconhecimento da dignidade de cada ser humano.

Na sexta-feira (3), durante cerimônia na Filadélfia para receber a Medalha da Liberdade, Leão XIV também elogiou a tradição americana de acolher sucessivas ondas de imigrantes e destacou a contribuição dessas pessoas para o desenvolvimento do país.

A principal atividade da visita a Lampedusa foi uma missa ao ar livre. Em sua homilia, o papa pediu que os líderes europeus adotem políticas para acolher, proteger, apoiar e integrar migrantes, ao mesmo tempo em que ajudem os países em desenvolvimento para que ninguém seja obrigado a emigrar. Segundo Leão XIV, essa responsabilidade não cabe apenas aos governos, mas também à sociedade civil e à Igreja.

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