Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 16 de setembro de 2026
Os Estados Unidos retiraram, nesta quarta-feira (16), a Venezuela da sua lista de países que “demonstraram fracasso” no combate ao narcotráfico no último ano, um endosso adicional ao governo da presidente interina, Delcy Rodríguez.
“Graças à prisão e destituição, pela minha administração, do ex-ditador ilegítimo e narcotraficante Nicolás Maduro, já estamos vendo os resultados de uma maior cooperação com o governo interino do país contra os cartéis”, explicou o presidente Donald Trump nesta avaliação anual publicada pela Casa Branca.
Depois de assumir, em janeiro, como presidente interina, Rodríguez impulsionou leis nos setores do petróleo e da mineração para atrair investimentos privados. O presidente americano elogiou em várias ocasiões a administração de Rodríguez.
Na semana passada, a líder da oposição venezuelana e ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado, criticou a gestão de Delcy e disse que o país “precisa de muito mais que dinheiro”, após o inédito acordo petroleiro alcançado entre os Estados Unidos e o governo interino de Delcy Rodríguez, cuja legitimidade ela rejeita.
Em um vídeo gravado do exílio e publicado no X, Machado disse que “o setor petroleiro é só uma parte da imensa reconstrução” na Venezuela, que “requer investimentos colossais”.
“Em um país com as dimensões e a fragilidade institucional da Venezuela, nenhum setor poderá funcionar de forma isolada”, assegurou Machado, que deixou seu país clandestinamente em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz e atualmente reside no Panamá.
O acordo outorga aos EUA 20% da gigantescas reservas de petróleo venezuelano. O convênio dá aos Estados Unidos o controle de 65 bilhões de barris de petróleo em 17 campos em diferentes regiões do país.
Maduro, de 63 anos, acusado de quatro crimes, entre eles o de “narcoterrorismo”, pediu, ante um tribunal em Nova York, a retirada das acusações contra ele, apelando à sua imunidade como chefe de Estado.
A Venezuela tem as maiores reservas certificadas de hidrocarbonetos do mundo, com mais de 300 bilhões de barris. Mas sua produção segue muito limitada após décadas de investimento insuficiente, sanções e corrupção.
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.