Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 25 de setembro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que uma eventual maioria de oposição no Senado poderá provocar uma “crise sem precedentes” em um eventual quarto mandato e criticou candidaturas independentes de partidos que integram sua base política. As declarações ocorreram durante agendas no Rio de Janeiro em meio à disputa pelas duas vagas do Estado no Senado.
A manifestação ocorreu após parte do público vaiar o deputado federal Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado apoiado por Lula no Rio de Janeiro, durante um evento com artistas realizado na quarta-feira (23). O presidente defendeu a candidatura e disse que a divisão de votos entre nomes da base poderia favorecer candidatos de oposição.
“Não temos mais idade para brincar. O que está em jogo é muito sério. Se não fizermos maioria no Senado, a gente corre o risco desse país entrar numa crise sem precedentes”, afirmou Lula durante o evento.
No Rio de Janeiro, o PT apoia a candidatura de Benedita da Silva ao Senado, enquanto a segunda vaga é disputada por Pedro Paulo e pela vereadora Mônica Benício (PSOL), que também integra o campo político de esquerda. A disputa envolve ainda candidatos de partidos de oposição.
Segundo a Folha de S.Paulo, Lula voltou ao tema na quinta-feira (24), durante uma agenda em São Gonçalo, desta vez ao lado de Pedro Paulo. O presidente afirmou que a divisão entre candidaturas da base poderia repetir um cenário ocorrido nas eleições de 2022 no Rio Grande do Norte.
Naquele pleito, Rafael Motta (PSB) e Carlos Eduardo Alves (PDT), ambos integrantes da base de apoio ao então candidato Lula, disputaram uma das vagas ao Senado. O vencedor foi Rogério Marinho (PL), que recebeu 41,8% dos votos. Carlos Eduardo teve 33,4%, enquanto Motta ficou com 22,8%. A governadora Fátima Bezerra (PT) foi reeleita naquele ano.
Ao citar o episódio, Lula afirmou que um senador pode criar dificuldades para o governo federal ao longo do mandato. “Um governador de estado não cria caso com o presidente da República, mas um senador atrapalha muito a vida do presidente”, disse.
A preocupação do presidente ocorre em uma eleição na qual 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa. São duas vagas por Estado e pelo Distrito Federal, e cada eleitor poderá votar em dois candidatos. Os dois mais votados em cada unidade da Federação serão eleitos, sem segundo turno.
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