Domingo, 27 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 27 de setembro de 2026
O Irã insistiu, neste domingo (27), que mantém suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz, depois que o presidente americano, Donald Trump, rejeitou um plano de Teerã para restabelecer a navegação pela estratégica via marítima.
“Nossas condições são claras, e qualquer movimento para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições. Não voltaremos atrás”, declarou o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, citado no domingo pela televisão estatal. “Nunca fechamos a porta para a diplomacia ou para as negociações, mas, ao mesmo tempo, nunca renunciamos aos nossos direitos.”
O Irã anunciou na sexta-feira (25) que apresentou uma proposta aos Estados Unidos para reabrir Ormuz em um prazo de sete dias, contados a partir de sua validação.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia esclarecido que a proposta fora elaborada “em coordenação” com o Líder Supremo, Mojtaba Khamenei — responsável pelas decisões da República Islâmica — e que uma equipe de seis membros com “poder de decisão” fora criada para esse fim.
“Rejeito a proposta deles”, declarou Trump a jornalistas em frente à Casa Branca. “[Os líderes iranianos] Querem chegar a um acordo para abrir o estreito imediatamente porque estão perdendo terreno rapidamente”, afirmou.
Estreito de Trump
Pouco antes de anunciar sua recusa, o governante republicano publicou em sua rede, a Truth Social, um mapa no qual Ormuz aparece com o nome “Estreito de Trump”. No entanto, o Irã afirmou que aguardará uma resposta oficial antes de tomar uma decisão.
“Esperamos que os mediadores nos comuniquem as posições definitivas e tomaremos uma decisão com base nisso”, disse Araqchi.
O Estreito de Ormuz, por onde costumava transitar um quinto dos hidrocarbonetos mundiais, está no centro do conflito que os Estados Unidos e Israel desencadearam no final de fevereiro com bombardeios contra o Irã.
Desde então, a República Islâmica reivindica o controle da passagem e Washington impõe, em resposta, um bloqueio aos portos iranianos. Segundo o jornal norte-americano Wall Street Journal, Trump avalia retomar os bombardeios no Irã após as eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.
Washington não bombardeia o território iraniano desde 1º de setembro, quando uma série de ataques deixou cinco mortos e dezenas de feridos durante um casamento no sudeste do país, embora tenha havido ataques contra navios no Estreito de Ormuz.
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