Domingo, 27 de setembro de 2026

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Voltar Galerias que ligam o arroio Areia ao rio Gravataí recebem comportas de proteção contra cheias em Porto Alegre

As três galerias que ligam o arroio Areia ao rio Gravataí, no bairro Anchieta, na Zona Norte de Porto Alegre, ganharam novas comportas de proteção contra cheias nesta semana. O serviço integra as obras dos pôlderes 7 e 8, que, em agosto, já haviam levado comportas às quatro galerias que ligam o arroio Passo das Pedras ao mesmo rio.

“Agora, com todas as galerias protegidas, garantimos a plena operacionalidade da estrutura, o que significa mais segurança para toda a Zona Norte”, afirma o diretor-presidente do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos), Vicente Perrone.

Em condições normais, as galerias ficam abertas e ajudam a drenar a água da chuva na cidade. Elas só são fechadas quando o rio sobe, para impedir que a água invada os bairros pelas galerias. Nesses momentos, bombas flutuantes entram em ação para retirar a água acumulada do lado de dentro e devolvê-la ao rio.

Investimento

A obra de proteção dos pôlderes 7 e 8, já concluída, custou R$ 47 milhões, valor que inclui os serviços de engenharia e a compra de equipamentos como eletrocentros e geradores. Um estudo feito pelo Dmae com consultores especializados mostrou que a intervenção não traz impacto negativo relevante para os municípios vizinhos a Porto Alegre.

Obra definitiva

Agora, o Dmae trabalha para fechar o anteprojeto da obra definitiva de proteção contra cheias na região, orçada em R$ 300 milhões. O governo federal autorizou o Município a executar a obra no dia 11 de setembro. Entre as intervenções previstas está a construção de duas novas (Estações de Bombeamento de Águas Pluviais).

Usina do Gasômetro

A Smoi (Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura) atua, até o mês de novembro, na instalação das comportas nas redes que ligam o prédio da Usina do Gasômetro ao Guaíba.

Dupla alimentação de energia

Permanece em andamento a implantação de dupla alimentação de energia elétrica em 37 estações do Dmae – incluindo 22 casas de bombas de drenagem urbana. A obra, executada pela CEEE Equatorial, tem investimento de R$ 18 milhões e será concluída até novembro.

Casas de bombas

Estão em andamento as obras de resiliência climática nas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais 1, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 17, 18 e 20. Em todas as unidades, parte das bombas verticais será substituída por modelos submersíveis, mais adequados para operação em situações extremas. Os painéis de comando serão elevados, e geradores de energia passarão a ser instalados de forma permanente.

Diques

Equipes da prefeitura, lideradas pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, atuam na demolição das residências desocupadas no dique do Arroio Areia. As famílias que residiam na chamada Vila Dique foram acolhidas por meio dos programas Compra Assistida e Estadia Solidária.

Já no dique do Sarandi, o Departamento Municipal de Habitação segue atuando no acolhimento das famílias que residem na área do trecho 3. A última etapa de intervenções na estrutura de proteção contra cheias, com dois quilômetros de extensão, será iniciada assim que a área estiver liberada.

Os trechos 1 e 2 do dique já tiveram a reconstrução concluída, totalizando 1,5 quilômetro de estrutura com cota superior a 5,8 metros em relação ao rio Gravataí. O mesmo ocorreu no dique localizado junto à sede da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), que passou por obras entre julho de 2024 e janeiro de 2025. O Muro da Mauá, no Centro Histórico, também recebeu intervenções, com revisão estrutural e correção das patologias identificadas.

Ebabs Moinhos de Vento e Menino Deus

As obras de proteção nas Estações de Bombeamento de Água Bruta Moinhos de Vento e Menino Deus foram concluídas. Nas duas estruturas, as intervenções incluíram a construção de câmaras de descarga junto aos poços de visita, solução que impede a entrada da água das cheias pelas estruturas de acesso às tubulações.

Condutos forçados

Também estão finalizadas as obras de proteção contra cheias nos condutos forçados Álvaro Chaves, Polônia, Miguel Couto e Areia. Novas tampas herméticas, projetadas para suportar a pressão exercida pela água em eventuais elevações do nível do Guaíba e do rio Jacuí, foram instaladas junto às tubulações.

Malha ferroviária

Outra iniciativa concluída é a proteção da cidade junto à malha ferroviária, no bairro Humaitá. A obra eliminou um ponto de vulnerabilidade existente no sistema desde a implantação da ferrovia, quando a cota de proteção foi reduzida. Os trabalhos ocorreram em área concedida pela União à empresa Rumo Logística.

Comportas

A modernização das comportas do sistema de proteção contra cheias está concluída. Das 14 passagens existentes no sistema até a cheia histórica de 2024, oito foram substituídas por estruturas permanentes em concreto armado: 3, 5, 7, 8, 9, 10, 13 e 14. Já as comportas 11 e 12 foram integralmente substituídas por novas estruturas móveis, enquanto as comportas 1, 2, 4 e 6 passaram por um processo completo de recondicionamento.

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