Domingo, 20 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 20 de setembro de 2026
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê os pobres como “otários”, ao comentar a decisão do governo de aumentar o Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. As declarações ocorreram durante comício em Joinville (SC), no sábado (19).
“Ele está achando que o pobre é aquele otário. Não é. O povo pobre é esperto. O povo pobre quer trabalhar, o pobre quer oportunidade, não quer migalha”, declarou.
Flávio também criticou o preço dos alimentos nos supermercados e afirmou que o poder de compra era maior na gestão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro”, disse o candidato do PL, apesar de o governo sustentar que recuperou o poder de compra.
“Ele finge que está ajudando os pobres, mas ele gasta muito, aumenta a inflação, está tudo caro para caramba, e os R$ 600 não compram mais nada hoje”, acrescentou Flávio.
Lula anunciou o reajuste de 15% no Bolsa Família na quinta-feira (17), às vésperas do primeiro turno da eleição, em 4 de outubro. Apesar de criticado por Flávio, o candidato do PT repetiu o que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez em 2022. Na época, Bolsonaro anunciou o reajuste do Auxílio Brasil em julho de 2022, antecedência maior do que a de Lula. Por outro lado, o aumento foi maior, de R$ 400 para R$ 600.
Apoio
Líderes de partidos do centrão, que se mantiveram neutros no primeiro turno, dizem que há uma tendência de apoio a Flávio Bolsonaro numa eventual segunda etapa contra Lula, especialmente após o crescimento do senador nas últimas pesquisas. União Brasil e PP, que formam uma federação, devem puxar a fila de apoios ao senador, segundo um dirigente.
Esse cenário tende a ganhar impulso depois que se encerrar a eleição para o Senado do Piauí, estado do presidente do PP, Ciro Nogueira, que enfrenta uma difícil disputa para renovar o mandato.
Ele pressionou pela neutralidade nacional da federação numa tentativa de evitar que Lula entrasse de maneira forte na campanha de seus adversários, apoiados pelo PT local. Há uma expectativa também de que o Republicanos apoie Flávio, sobretudo por pressão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O partido esteve perto de se coligar com o senador no primeiro turno, mas recuou na última hora.
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.