Sexta-feira, 24 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 22 de abril de 2026
A aguardada cinebiografia de Michael Jackson estreou cercada de expectativa, mas vem enfrentando uma recepção majoritariamente negativa por parte da crítica internacional. O longa Michael, dirigido por Antoine Fuqua, registra cerca de 27% de aprovação no Rotten Tomatoes e 38 pontos no Metacritic, índices considerados baixos para uma produção desse porte.
A proposta do filme é retratar a trajetória do artista desde os tempos do Jackson 5 até o auge da carreira solo, marcada por sucessos globais e impacto cultural duradouro. No entanto, veículos como Variety, The New York Times e Rolling Stone apontam fragilidades na construção narrativa, com críticas à superficialidade do roteiro e à ausência de temas centrais da vida do cantor.
Em análise publicada na Rolling Stone, o crítico David Fear classifica o longa como uma “hagiografia”, termo utilizado para descrever obras que retratam seus personagens de forma excessivamente idealizada. Segundo ele, o filme evita conflitos mais delicados e opta por uma abordagem que privilegia a celebração do legado artístico, sem aprofundar aspectos controversos da trajetória de Jackson.
Outro ponto recorrente nas críticas é o uso intenso da trilha sonora como principal recurso narrativo. As avaliações indicam que o longa aposta fortemente na nostalgia, utilizando sucessos consagrados como eixo condutor da história. Para parte da crítica, essa escolha reforça o apelo emocional, mas limita a complexidade dramática da obra, que acaba se apoiando mais na memória afetiva do público do que em uma narrativa consistente.
Apesar das ressalvas ao roteiro, há consenso em relação a alguns aspectos positivos. A atuação de Jaafar Jackson, sobrinho do artista, é amplamente elogiada. Críticos destacam sua capacidade de reproduzir movimentos, expressões e trejeitos de Michael Jackson, além de transmitir nuances emocionais que conferem autenticidade ao personagem.
A trilha sonora, composta por grandes sucessos do cantor, também é apontada como um dos principais atrativos do filme. As músicas funcionam como elemento de conexão com o público e ajudam a sustentar o envolvimento, mesmo diante das fragilidades narrativas.
Mesmo com a recepção crítica desfavorável, a expectativa é de bom desempenho comercial. O peso do nome de Michael Jackson, aliado ao apelo nostálgico e à popularidade de sua obra, deve impulsionar a bilheteria. Para parte da crítica, o longa foi concebido também como um produto voltado ao mercado, mais preocupado em preservar a imagem do artista do que em propor uma análise aprofundada de sua trajetória.
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