Domingo, 11 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 4 de outubro de 2026
Tarcísio de Freitas (Republicanos) vai governar o Estado de São Paulo por mais quatro anos. O atual mandatário garantiu sua reeleição no primeiro turno em vitória sobre o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), seu principal adversário.
A última vez que a eleição havia sido resolvida no primeiro turno foi em 2014, quando o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), na época filiado ao PSDB e disputando a reeleição, obteve 12,2 milhões de votos, 57,31% dos válidos, na etapa inicial.
Ao longo de uma campanha eleitoral monótona, o governador, bem avaliado, limitou sua exposição para evitar erros, e o ex-ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguiu superar limitações em um estado com maioria antipetista.
O governador chegou à reta final da disputa com 47% da população aprovando sua gestão, de acordo com o Datafolha. Antes, seu nome chegou a ser defendido por integrantes do centrão para a disputa à Presidência, algo que Tarcísio sempre se esquivou publicamente de defender. No fim de 2025, acabou preterido na direita, e passou a tratar exclusivamente da reeleição.
As campanhas de Tarcísio e Haddad já esperavam que a disputa se encerrasse no primeiro turno. Tarcísio contou com o apoio de todos os partidos da centro-direita, sem deixar espaço para um candidato alternativo nesse campo político, assim como Haddad aglutinou os partidos relevantes da centro-esquerda – embora tenha havido alternativas à esquerda sem força nas urnas.
A campanha de Tarcísio recebeu mais financiamento do que a do adversário e pôde gastar mais. Até a última sexta-feira (2), segundo dados declarados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o governador contratou R$ 25,1 milhões em despesas, 79% a mais que os R$ 14 milhões de Haddad.
Maior colégio eleitoral do país, São Paulo concentrou a atenção das duas principais campanhas presidenciais. Enquanto o PT lançou Haddad para reforçar a campanha de Lula no estado, Flávio Bolsonaro (PL) esperava encontrar em Tarcísio uma ponte para chegar ao eleitor paulista.
Com a série de polêmicas ao redor de Flávio ao longo da campanha, a proximidade ao filho de Jair Bolsonaro (PL) foi mantida no menor nível necessário para manter as alianças já estabelecidas com o bolsonarismo, que no primeiro mandato não administrou nenhum setor do governo paulista. Tarcísio evitou falar de Flávio nos dois debates em que participou e o manteve fora de seu feed nas redes sociais por toda a disputa.
A propaganda de Tarcísio destacou a retomada de obras de infraestrutura que estavam paradas em São Paulo, como o trecho norte do Rodoanel e as linhas 17-Ouro e 6-Laranja do metrô.
O governador chegou à campanha sem ter terminado nenhuma delas, mas conclusões parciais foram suficientes para dar conteúdo às peças publicitárias, que também exibiram entregas da habitação e o programa Tabela SUS Paulista, uma política de aumento de repasses para instituições filantrópicas de assistência médica.
“Eu acho que deu certo”, disse o governador, na última quinta-feira, ao analisar sua campanha, após uma caminhada no calçadão do centro de Carapicuíba, na região metropolitana da capital. (Com informações da Folha de S.Paulo)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.