Domingo, 11 de outubro de 2026

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Voltar Passarela das Cataratas do Iguaçu é interditada após vazão aumentar quase seis vezes no Paraná

A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi interditada temporariamente na manhã deste domingo (11), após a vazão do Rio Iguaçu atingir cerca de 8,8 milhões de litros de água por segundo, quase seis vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo.

A vazão é a quantidade de água que escoa por um canal em um intervalo de tempo específico. Ela pode ser definida como uma relação entre volume e tempo. A interdição começou às 8h e foi adotada de forma preventiva, por segurança dos visitantes, devido ao aumento do volume de água nas quedas.

Apesar da suspensão do acesso à passarela, o Parque Nacional do Iguaçu continua aberto para visitação. A Trilha das Cataratas e os mirantes permanecem acessíveis ao público, permitindo observar as quedas d’água.

Os caminhos das Bananeiras e do Poço Preto também foram fechados temporariamente. Segundo a administração do parque, os locais podem apresentar pontos de alagamento com a elevação do nível do rio.

O aumento da vazão está relacionado às chuvas registradas na bacia do Rio Iguaçu, que atravessa o Paraná. Ainda não há previsão para a reabertura da passarela. Segundo a concessionária Urbia+Cataratas, o acesso será liberado quando o volume de água diminuir para níveis considerados seguros e não houver previsão de nova elevação da vazão.

Equipes da concessionária, responsável pela visitação turística, e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão gestor do parque, seguem monitorando as condições do rio.

Passarela foi interditada outras vezes neste ano

Esta não é a primeira vez que a passarela das Cataratas do Iguaçu é fechada por causa do aumento da vazão do rio em 2026.

Em setembro, o acesso pelo lado brasileiro ficou interditado durante quatro dias. Na ocasião, o volume de água ultrapassou 10 milhões de litros por segundo, quase sete vezes a média histórica de 1,5 milhão.

Em julho, a passarela também foi fechada preventivamente após a vazão ultrapassar 9 milhões de litros por segundo, cerca de seis vezes o volume considerado normal para as quedas.

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