Terça-feira, 04 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 4 de agosto de 2026
O Ministério Público de São Paulo confirmou que Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão, foi absolvido pela Justiça em um processo no qual era acusado de estupro.
De acordo com a Promotoria, a ação tramitou em segredo de Justiça para preservar a identidade da mulher que fez a denúncia. O Ministério Público informou que chegou a denunciar Renan, mas, após a fase de instrução processual — que inclui a análise de documentos, laudos periciais e depoimentos —, pediu sua absolvição por insuficiência de provas. A Justiça acolheu o pedido.
A confirmação ocorreu após a identificação do número do processo. Até então, os documentos apresentados pela defesa em outra ação e as informações inicialmente fornecidas ao Ministério Público não permitiam confirmar oficialmente a absolvição.
Em 22 de junho, foi divulgada a decisão da Justiça de São Paulo que rejeitou um pedido da defesa de Renan Santos para remover das redes sociais publicações que faziam referência a um boletim de ocorrência registrado em 2021. No documento, uma mulher acusava o candidato de estupro e agressões.
Antes da publicação da reportagem sobre essa decisão, a defesa de Renan sustentou que ele havia sido vítima de uma falsa comunicação de crime e que já havia sido absolvido por sentença com trânsito em julgado. Os advogados também afirmaram que o próprio Ministério Público havia solicitado a absolvição.
Na decisão de 12 de maio, o juiz Fabio Evangelista de Moura entendeu que as publicações contestadas apenas mencionavam a existência do boletim de ocorrência, fato que não era questionado pela defesa. O magistrado também afirmou que os documentos apresentados pelos advogados não eram suficientes para comprovar a alegada absolvição.
Após a divulgação da decisão judicial, a reportagem procurou o Ministério Público para verificar a informação de que a Promotoria havia pedido a absolvição. Inicialmente, o órgão informou que não conseguiu localizar o processo com os dados fornecidos.
Na sequência, a assessoria de Renan Santos encaminhou uma cópia do documento utilizado pela defesa no pedido de remoção das publicações. O arquivo, porém, continha trechos cobertos por tarjas, incluindo o número do processo, o que impossibilitou a confirmação das informações.
Somente após a localização do número do processo, em 29 de julho, o Ministério Público confirmou oficialmente que Renan Santos foi absolvido por insuficiência de provas.
(Com G1)
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