Terça-feira, 04 de agosto de 2026

Terça-feira, 04 de agosto de 2026

Voltar Dólar sobe a R$ 5,13 à espera da taxa Selic; Bolsa fecha praticamente estável

O dólar voltou a subir diante do real nesta terça-feira (4), em um dia marcado pela cautela dos investidores antes das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. A moeda norte-americana encerrou o pregão em alta de 0,87%, cotada a R$ 5,1312. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa oscilou ao longo da sessão e fechou praticamente estável, com leve queda de 0,07%, aos 177.883 pontos.

Com o resultado, o dólar acumula valorização de 1,22% na semana e no mês. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 6,51% frente ao real. Já o principal índice da B3 mantém ganho de 10,47% em 2026.

No cenário internacional, os investidores acompanharam novos indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, considerados importantes para calibrar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Os dados reforçam a atenção do mercado à trajetória da inflação e à possibilidade de novos cortes nos juros da maior economia do mundo nos próximos meses.

No Brasil, as atenções se voltaram para a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além da temporada de balanços corporativos, que segue movimentando o mercado acionário.

O principal foco dos investidores, no entanto, permanece na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. A decisão sobre a taxa básica de juros será anunciada nesta quarta-feira (5), e a expectativa predominante é de um novo corte de 0,25 ponto percentual, reduzindo a Selic de 14,25% para 14% ao ano. Caso o cenário se confirme, será a segunda redução consecutiva da taxa após o início do ciclo de flexibilização monetária.

No mercado de commodities, o petróleo voltou a registrar forte queda após declarações do governo do Catar sobre avanços nas negociações para um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que os contatos diplomáticos chegaram a “estágios muito avançados” e que representantes do Catar, Omã e Paquistão atuam como mediadores entre Washington e Teerã.

Apesar do otimismo demonstrado pelo Catar, autoridades iranianas negaram que existam negociações diretas em andamento com os Estados Unidos. Na véspera, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os diálogos já haviam começado e classificou o momento como a “última chance” para que o Irã alcance um acordo.

A possibilidade de um entendimento entre os dois países alimentou a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Com isso, os preços internacionais da commodity recuaram de forma expressiva. O barril do Brent, referência global, caiu 5,26%, encerrando o dia cotado a US$ 79,36. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 5,69%, para US$ 75,77 o barril.

A combinação entre a expectativa pelas decisões dos bancos centrais, a divulgação de indicadores econômicos e a evolução do cenário geopolítico manteve os investidores em compasso de espera, refletindo-se na valorização do dólar e na estabilidade do mercado acionário brasileiro.

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