Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Voltar Dólar cai 0,82% e fecha a R$ 5,17; Bolsa sobe 1,36% e encerra setembro com alta de 5,03%

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (30) em queda de 0,82%, cotado a R$ 5,173 na venda. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, avançou 1,36%, aos 187.386 pontos. Com o resultado, o mercado acionário encerrou setembro com alta de 5,03%, enquanto a moeda norte-americana acumulou recuo de 0,16% no mês.

O movimento dos mercados ocorreu em meio à divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos e à expectativa dos investidores em relação à política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. O índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), considerado uma das principais referências utilizadas pelo Fed para acompanhar a inflação, apresentou alta de 0,3% em agosto na comparação mensal, em linha com as expectativas.

Na comparação anual, entretanto, houve desaceleração da inflação, movimento que contribuiu para reduzir parte das preocupações dos investidores com a trajetória dos juros nos Estados Unidos. A perspectiva de uma política monetária menos pressionada pela inflação costuma influenciar os mercados globais, especialmente ativos de países emergentes.

No Brasil, o cenário eleitoral também permaneceu no radar dos investidores, com o primeiro turno das eleições marcado para domingo (4). A proximidade da votação contribuiu para a movimentação dos ativos brasileiros ao longo do pregão.

O desempenho do Ibovespa também foi influenciado por ações de empresas de grande peso no índice. Entre os destaques estiveram papéis de bancos e de companhias ligadas às commodities, em um dia de alta do petróleo no mercado internacional.

O petróleo Brent, referência para parte dos negócios internacionais, voltou a operar acima de US$ 100 por barril. A valorização da commodity favoreceu ações de empresas do setor de petróleo negociadas na B3.

Durante a sessão, os investidores também acompanharam os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries. A trajetória dos juros dos títulos norte-americanos influencia os fluxos de recursos internacionais e pode provocar oscilações em moedas e bolsas de países emergentes.

Além dos fatores externos, os agentes financeiros seguem monitorando as contas públicas brasileiras, as perspectivas para os juros domésticos e os desdobramentos do cenário eleitoral. Esses fatores podem influenciar as expectativas para inflação, atividade econômica e trajetória da taxa básica de juros.

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