Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 1 de maio de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira (1º) novas sanções com o objetivo de enfraquecer o governo cubano, que, segundo ele, “continua a representar uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores cubano classificou as medidas como “ilegais e abusivas”.
Trump instruiu sua administração a sancionar bancos estrangeiros que trabalham com o governo comunista em Havana, bem como a endurecer as regulamentações de imigração. As sanções também atingirão indivíduos envolvidos nos setores de energia e mineração, e qualquer pessoa envolvida em “graves violações dos direitos humanos”.
A administração Trump acusa o governo cubano de implementar “políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos”, contrárias aos “valores morais e políticos de sociedades livres e democráticas”, de acordo com o decreto presidencial.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que milhares de pessoas marcharam em frente à embaixada dos EUA em Havana para “defender a pátria” e denunciar ameaças de agressão militar, em meio à escalada das tensões com Washington.
Além do embargo em vigor desde 1962, Washington — que não esconde seu desejo de mudança de regime em Havana — impôs um bloqueio de petróleo a Cuba desde janeiro, permitindo a entrada de apenas um petroleiro russo no país desde então.
Os EUA impuseram sanções e pressão adicionais sobre Cuba no início deste ano, quando suspenderam as exportações de petróleo venezuelano para a ilha após a destituição de Maduro, em 3 de janeiro. Trump posteriormente ameaçou aplicar tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba, levando o México, outro grande fornecedor, a interromper os embarques para a ilha.
A escassez de combustível em Cuba contribuiu para uma grave crise de abastecimento generalizada —que afetou inclusive serviços de saúde—, além de três grandes apagões em nível nacional. Também levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspender voos para a ilha.
Os EUA há muito exigem que Cuba abra sua economia estatal, pague indenizações por propriedades expropriadas pelo regime do então líder Fidel Castro e faça eleições “livres e justas”. Autoridades em Havana dizem que sua forma de governo socialista não está aberta a negociações. (Com informações dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo)
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