Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 1 de maio de 2026
O mercado automotivo brasileiro encerrou abril de 2026 com 235.942 emplacamentos de veículos leves, queda de 8,7% em relação a março, quando foram registradas 258.375 unidades. Na comparação com abril de 2025, porém, houve alta de 19,5%. Os dados foram divulgados pela Bright Consulting nesta sexta-feira (1º). No acumulado do ano, o setor soma 832.266 unidades, avanço de 16,2% sobre o mesmo período de 2025 e também acima do volume registrado em 2019, antes da pandemia.
A retração mensal é explicada principalmente pelo calendário. Abril teve 20 dias úteis, contra 22 em março. Ajustando esse fator, a média diária ficou praticamente estável, em 11.797 unidades, levemente acima das 11.744 de março e bem superior às 9.871 de abril do ano passado, de acordo com a consultoria. Nos canais de venda, o showroom respondeu por 121.878 unidades (51,7%), enquanto a venda direta somou 114.064 (48,3%). Ambos recuaram frente a março, mas avançaram na comparação anual: +17,3% no varejo e +21,9% na venda direta.
No acumulado de 2026, a venda direta segue crescendo em ritmo mais acelerado. São 399.468 unidades, alta de 27%, contra 432.798 do showroom (+7,8%). Com isso, a participação da venda direta sobe para 48%, ante 43,9% no mesmo período de 2025.
Entre as marcas, a Fiat liderou abril com 45.631 unidades, seguida por Volkswagen (38.904) e General Motors (24.970). Hyundai (18.563) e BYD (18.457) completam o top 5. No ranking de modelos, a Fiat Strada manteve a liderança com 14.910 unidades. Na sequência aparecem Fiat Argo (7.991), Chevrolet Onix (7.847), Volkswagen T-Cross (7.810) e Hyundai Creta (7.649).
Entre os eletrificados, o mercado somou 41.791 unidades em abril, o equivalente a 17,7% do total. O volume mais que dobrou em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o segmento já registra 133.784 unidades, alta próxima de 95%.
Os modelos totalmente elétricos (BEV) lideraram entre os eletrificados, com 17.195 unidades (41,2%), seguidos por híbridos plug-in (PHEV), com 12.114 (29%). O BYD Dolphin Mini foi o destaque entre os elétricos, com 6.873 unidades. As marcas chinesas também ampliaram participação, chegando a 17% do mercado em abril, acima dos 14,7% registrados em março. No recorte regional, Minas Gerais liderou os emplacamentos, com 56.982 unidades e 24,2% de participação, à frente de São Paulo, com 51.036 unidades (21,6%).
China
De janeiro a março de 2026 a China exportou ao Brasil US$ 2,16 bilhões em veículos, quase o triplo dos US$ 763,8 milhões de iguais meses de 2025, o que inclui carros a combustão que, apesar de ainda serem menos representativos, dobraram de valor, mostrando que o apetite chinês pelo mercado brasileiro não se restringe aos eletrificados.
O valor total de carros exportados pela China ao Brasil no primeiro trimestre deste ano também foi maior que o US$ 1,17 bilhão de igual período de 2024, até então recorde para o período.
Com o desempenho, o Brasil saltou de sétimo para o terceiro maior destino de veículos de 2025 para 2026, ainda de janeiro a março, atrás apenas de Rússia e Reino Unido. Nos eletrificados, o que inclui os elétricos puros ou os híbridos, o Brasil saiu do quinto para o terceiro lugar, atrás de Bélgica e Reino Unido. No ranking dos carros a combustão, o Brasil também ganha mais destaque, subindo da 16ª para a sétima posição.
Os dados são da Alfândega chinesa e consideram o que foi embarcado no primeiro trimestre. Parte dos veículos está em trânsito e ainda vai aportar no Brasil. As cargas de automóveis demoram, em média, de 40 a 60 dias para o trajeto desde a China até o desembaraço em terras brasileiras. (Com informações dos jornais O Estado de S. Paulo e Valor)
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