Terça-feira, 05 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 17 de abril de 2026
Uma idosa de 83 anos e residente em Jacutinga (Norte gaúcho) se tornou o primeiro paciente morto pela dengue no Rio Grande do Sul este ano. A confirmação consta em boletim divulgado nessa sexta-feira (17) pela Secretaria da Saúde, relatando a ocorrência do óbito no dia 15 de abril. Atualmente são mais de 600 casos da doença, 75% dos quais contraídos dentro do próprio Estado.
Observa-se uma diferença na evolução dos registros, em comparação a igual período de 2025, quando havia 20.573 casos confirmados de dengue e 13 defechos fatais. O ano totalizaria quase 53 mil casos e 53 perdas humanas. Em 2024 o Rio Grande do Sul enfrentou o pior cenário da dengue até então, com 209.669 casos confirmados e 281 óbitos.
Titular da pasta, Lisiane Fagundes se manifestou por meio do portal estado.rs.gov.br: “Lamento muito a perda dessa vida e me solidarizo com os familiares. Reforço a importância de as pessoas buscarem atendimento médico assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas. O diagnóstico e o acompanhamento precoces são fundamentais para evitar o agravamento do quadro e reduzir o risco de complicações e óbitos, especialmente entre idosos, gestantes e pessoas com comorbidades”.
Principais sintomas
– Febre alta e com duração de dois a sete dias.
– Dor atrás dos olhos (dor retroorbital).
– Dor de cabeça.
– Dores no corpo (incluindo articulações).
– Mal-estar geral.
– Náusea e vômitos.
– Diarreia.
– Manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.
Medidas de prevenção
A dengue é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Por isso, a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros, tanto dentro quanto fora das residências.
Conforme tem sido amplamente divulgado por autoridades e especialistas, a colaboração popular é essencial para se reduzir a proliferação do mosquito e controlar a transmissão da doença. As medidas recomendadas incluem:
– Utilizar telas em portas e janelas e repelentes em áreas de maior transmissão.
– Remover recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas e vasos.
– Manter caixas d’água e reservatórios devidamente vedados.
– Desobstruir calhas, ralos e lajes, evitando o acúmulo de água.
Vacinação disponível
Desde 2024, o Brasil oferece vacina contra a dengue por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo atual são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta elevado risco de hospitalização pela doença.
Inicialmente, a imunização priorizou municípios indicados pelo Ministério da Saúde, mas desde fevereiro deste ano a estratégia foi ampliada para todo o País. O fármaco é aplicado com base em esquema de duas doses com intervalo de três meses entre cada uma.
A vacina utilizada estratégia é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou a introdução de uma nova vacina 100% nacional e com dose única (primeira desse tipo no mundo), desenvolvida em São Paulo pelo Instituto Butantan.
Os primeiros lotes já começaram a ser distribuídas no Rio Grande do Sul, com foco inicial nos trabalhadores das equipes da Atenção Primária em Saúde do SUS. Para o público geral, o avanço será gradual e escalonado conforme a disponibilidade do produto – o início será com a população de 59 anos, para depois alcançar até os adolescentes de 15 anos.
(Marcello Campos)
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