Terça-feira, 05 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 4 de maio de 2026
O Brasil teve 64 acidentes aéreos e 18 mortes em 2026, segundo dados da Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Os números consideram ocorrências registradas até o fim de abril. Ao todo, desde 2016, o país soma 1.605 acidentes e 780 mortes na aviação. Na tarde desta segunda-feira (4), um avião de pequeno porte caiu e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte (MG).
Cinco pessoas estavam a bordo; o piloto e dois passageiros morreram, e outras duas ficaram feridas. Nenhum morador do prédio foi atingido. O histórico recente mostra que, em 2025, o Brasil registrou 153 acidentes e 62 mortes, número que se aproxima do padrão observado na maior parte da série. No ano anterior, 2024, foram 175 acidentes e 152 mortes, maior número de vítimas da série recente. Parte desse total está relacionada ao maior desastre aéreo no país em 17 anos, ocorrido em agosto daquele ano.
Na ocasião, um avião da Voepass caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, durante voo entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP), e deixou 62 mortos. A aeronave perdeu contato com o controle de tráfego aéreo e caiu sobre a área externa de uma casa em um condomínio. Não houve sobreviventes.
Após o acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as operações da companhia por questões relacionadas à segurança. Em 2023, o país teve 155 acidentes e 78 mortes. Nos anos anteriores, os registros também ficaram próximos desse patamar. Entre os Estados com maior número de acidentes, São Paulo concentra 285, seguido por Mato Grosso (196), Rio Grande do Sul (142), Minas Gerais (134), Paraná (106), Bahia (60) e Rio de Janeiro (42). Levantamento do Cenipa aponta que parte dos acidentes está relacionada a fatores operacionais.
Falhas no desempenho técnico somam 739 acidentes, que incluem falhas na condução do voo, planejamento, supervisão e pouca experiência do piloto, além de falta de supervisão gerencial. Aspectos psicológicos aparecem na sequência em 517 ocorrências. Fatores ligados ao ambiente operacional, como condições meteorológicas e interferências externas, totalizam 94 casos.
Problemas de infraestrutura aeroportuária aparecem em 51 registros, e fatores médicos, como desorientação, ilusões visuais, álcool, fadiga e uso de medicamentos, em 45 acidentes. Outros fatores incluem ergonomia (8), fabricação (7), projeto (6), manuseio de materiais (5) e infraestrutura de tráfego aéreo (2), além de 90 casos classificados como outros. (Com informações do portal g1)
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