Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 23 de julho de 2026
O Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos) alterou nesta quinta-feira (23), o funcionamento de parte das redes de drenagem no bairro Guarujá, na Zona Sul de Porto Alegre.
Como medida preventiva diante da possibilidade de elevação do Guaíba, a saída da água da chuva por gravidade foi temporariamente bloqueada e substituída por um sistema de bombeamento móvel. A medida tem caráter provisório e permanecerá em vigor enquanto durar o alerta hidrológico.
“No Guarujá, como não há sistema de proteção contra cheias, a drenagem depende da diferença de nível entre a rede e o Guaíba. Quando o rio sobe, existe o risco de a água retornar pelas tubulações e provocar alagamentos. Por isso, interrompemos temporariamente esse escoamento por gravidade e passamos a operar com uma bomba móvel, que garante a vazão da água da chuva no período de alerta”, explica o diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli.
Histórico
Criado após a cheia de 1941, o sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre abrange a área costeira entre os bairros Sarandi e Cristal. A ampliação dessa estrutura para a Região Sul é uma iniciativa iniciada pelo Dmae em outubro de 2024, com a contratação da empresa de consultoria Rhama Analysis para desenvolver os estudos técnicos.
Três alternativas são consideradas: a construção de um muro de proteção, a elevação da avenida Guaíba ou da Praça Zeno Simon. Em todos os cenários, as obras exigiriam o reassentamento de famílias, desapropriações e indenizações.
O próximo passo é concluir os estudos de viabilidade técnica e elaborar os orçamentos das alternativas apresentadas à população em reunião realizada em junho. As estimativas preliminares indicam investimentos superiores a R$ 300 milhões.
Proteção contra cheias
As intervenções realizadas desde 2024 reforçaram o sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre em diferentes frentes.
Comportas: concluída a modernização das 14 passagens do sistema. Oito foram extintas e as seis remanescentes, localizadas no Muro da Mauá e na avenida Castelo Branco, estão em plenas condições de operação.
Casas de bombas: as 23 Ebaps (Estações de Bombeamento de Águas Pluviais) estão aptas a entrar em operação, com capacidade conjunta de 173 mil litros por segundo. Oito unidades também receberam obras para impedir o retorno da água dos rios pelas estruturas de controle.
Estruturas de contenção: foram concluídas a revisão do Muro da Mauá, a elevação do dique da Fiergs à cota de 5,8 metros, a reconstrução dos trechos 1 e 2 do dique do Sarandi e as melhorias nos condutos forçados Álvaro Chaves, Polônia, Miguel Couto e Areia.
Também estão em andamento as obras dos pôlderes 7 e 8, entre Sarandi e Anchieta, com mais de 50% de execução, a intervenção na malha ferroviária da avenida Ernesto Neugebauer e o reassentamento das famílias que residem no trecho 3 do dique do Sarandi.
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.