Segunda-feira, 07 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 7 de setembro de 2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adiou a reunião que teria com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, e dirigentes da entidade nesta quarta-feira (9). O encontro ainda não tem nova data definida. A informação foi comunicada internamente à OAB nesta segunda-feira (7), em meio às discussões sobre a crise envolvendo ministros da Corte e as investigações relacionadas ao caso Banco Master.
A reunião havia sido programada para que a direção nacional da OAB e representantes das seccionais estaduais discutissem com Fachin questões relacionadas às investigações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O adiamento ocorreu no mesmo dia em que a entidade se prepara para reunir seus dirigentes em Brasília.
Na quarta-feira (9), está mantida a reunião do Colégio de Presidentes da OAB, que deve reunir dirigentes das 27 seccionais da entidade e integrantes do Conselho Federal. O encontro deverá ocorrer enquanto a instituição avalia a possibilidade de adotar uma posição unificada diante das manifestações das diferentes seccionais sobre a crise no STF.
As manifestações estaduais ganharam força após a divulgação de informações relacionadas às investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Entre os assuntos que passaram a ser discutidos estão pedidos de investigação relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Segundo informações divulgadas pelo SBT News, Simonetti pretendia tratar com Fachin da necessidade de preservação do sigilo de documentos, informações e diálogos entre advogados e clientes. O presidente da OAB também pretendia defender que eventuais desvios cometidos por integrantes do Judiciário sejam investigados independentemente do cargo ocupado.
A OAB já havia divulgado, na semana anterior, uma manifestação sobre o caso. A entidade afirmou que os fatos relacionados às denúncias deveriam ser apurados de maneira rigorosa e isenta, “em relação a quem quer que seja”. A Ordem também defendeu o respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência.
O adiamento da reunião ocorre também após uma sequência de decisões envolvendo Fachin e Moraes no caso relacionado a André Mendonça. Fachin abriu um procedimento para analisar possível nulidade na atuação de Mendonça em processos relacionados ao Banco Master, após pedidos de intensificação de investigações sobre Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em resposta, Moraes havia determinado a inclusão de Mendonça no chamado inquérito das fake news. Fachin, porém, retirou o pedido e decidiu concentrar a análise do caso na Presidência do Supremo, atualmente ocupada por ele.
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