Quinta-feira, 23 de julho de 2026

Quinta-feira, 23 de julho de 2026

Voltar Presidente da Câmara pede a corregedor para não politizar o caso dos deputados que ocuparam o plenário da Casa

O corregedor da Câmara dos Deputados, Diego Coronel (PSD-BA), afirmou que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu “serenidade” e para não politizar a análise das denúncias contra os 14 deputados que participaram da ocupação do plenário na semana passada.

Segundo Coronel, o pedido foi feito durante um almoço “tranquilo e amistoso” entre os dois na terça-feira (12). A ocupação do plenário da Câmara durou mais de 30 horas. O espaço foi ocupado por deputados da oposição em uma tentativa de impor a análise de propostas e em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“[Motta pediu] Para que o regimento fosse respeitado, dando prazo para o contraditório e que o caso não fosse politizado”, disse o corregedor. Motta também solicitou que a análise fosse imparcial, mas tratada com a gravidade que o episódio exige.

As queixas contra os parlamentares – do PL, PP e Novo – chegaram à Corregedoria na segunda-feira (11). Pela regra do rito sumário, criado na gestão de Arthur Lira (PP-AL), o corregedor tem 48 horas para opinar sobre pedidos de suspensão imediata antes mesmo da conclusão do julgamento no Conselho de Ética.

Se Coronel não se manifestar no prazo, a direção da Casa pode decidir sozinha se há elementos para acionar o Conselho. O prazo máximo para a Mesa pedir a punição é de cinco dias úteis após o conhecimento do fato – no caso, até sexta-feira (15).

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