Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 22 de julho de 2026
A Polícia Federal (PF) intimou o banqueiro Daniel Vorcaro a depor em um inquérito que apura possível corrupção de servidores do Banco Central (BC) no âmbito do Caso Master. O depoimento foi marcado para o dia 20 de agosto. Como Vorcaro está preso no presídio da Papudinha, a oitiva se dará por meio de videoconferência. A investigação, de acordo com fontes da PF, tramita na Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ) da corporação e é comandada pelo delegado Albert.
O inquérito apura a conduta de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC, e Belline Santana, ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária, no caso Master. As investigações indicam que Vorcaro teria mantido interlocução direta com os servidores, discutindo temas relacionados à situação regulatória do Master e encaminhando documentos. Em um despacho, o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, cita mensagens nas quais Vorcaro solicitava aos servidores orientações estratégicas para reuniões e documentos.
Há ainda indícios, de acordo com a PF, de que Paulo Sérgio e Belline teriam alertado o banqueiro sobre o monitoramento que o Banco Central fazia sobre o Master. O próprio BC também abriu uma sindicância interna, na qual encontrou evidências de aumento patrimonial incompatível com os rendimentos dos dois servidores.
Jaques Wagner
Nesta semana, a PF intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado Federal, para prestar depoimento sobre suspeitas de recebimento de propina do Banco Master. O interrogatório está previsto para ocorrer em 7 de agosto. Por ordem do ministro do STF André Mendonça, o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão e também de uma ordem de restrição de atividades econômicas.
A PF investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao liquidado Banco Master. Segundo a PF, foram identificados elementos que indicam o “recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente” por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco.
A Polícia Federal argumenta que o senador mantinha contato direto com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. Ele era responsável pelas operações financeiras e envio de benefícios ao político.
Entre os benefícios entregues ao senador estão o suposto pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador (BA). Em uma conversa interceptada pela corporação, o parlamentar encaminhou o contato do gerente da construtora a Augusto com uma mensagem informando a unidade e o valor do imóvel. “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi.” Após ser alvo da PF, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado. (Com informações dos portais CNN Brasil e Metrópoles)
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