Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 8 de outubro de 2026

O Brasil consolidou em 2026 uma posição de destaque no cenário internacional de mobilidade. De acordo com o Passport Reports, o passaporte brasileiro ocupa o 33º lugar no ranking global, com pontuação de mobilidade de 163 e acesso facilitado a 82,3% dos destinos avaliados.
O levantamento explica que a soma resulta de 109 países e territórios com entrada sem visto, 44 com visto na chegada ou modalidades simplificadas e 10 que exigem autorização eletrônica de viagem. Outros 35 destinos ainda exigem visto prévio, incluindo Estados Unidos e Canadá.
Liderança regional e acesso à Europa
Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no comparativo de 12 passaportes. O relatório destaca que “os 11 demais destinos sul-americanos apresentados estão na categoria de entrada sem visto, o equivalente a 100% desse conjunto”. Permanências variam de até 90 dias em Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, e até 180 dias em Peru e Suriname.
Na Europa, a cobertura também é quase total: dos 47 destinos incluídos, 46 aparecem como acessíveis sem visto e apenas o Reino Unido exige autorização eletrônica de viagem, com prazo de permanência de até 180 dias. Países como Portugal, Espanha e França figuram no grupo de isenção de visto, com referência a 90 dias de permanência.
No Caribe, a cobertura igualmente alcança 100%, distribuída entre 14 destinos sem visto, um por autorização eletrônica e um na categoria de visto na chegada ou ingresso simplificado.
Diferenças entre regiões e procedimentos
O acesso facilitado varia conforme o continente: 91,3% na América do Norte, 85,7% na Oceania, 72,0% na Ásia e 68,5% na África. Nos agrupamentos específicos, os percentuais são de 66,7% nos países do Golfo e 70,6% no Oriente Médio.
Entre os exemplos de entrada sem visto, o relatório registra “30 dias para a China e 90 dias para Japão e Emirados Árabes Unidos”. No grupo de autorização eletrônica de viagem, constam “Coreia do Sul, com permanência de 90 dias, e México, com 180 dias”. Há também exigências adicionais: “Costa do Marfim aparece com pré-cadastro e Seychelles com registro turístico”, ambos com referência a 90 dias.
Nos 44 destinos de visto na chegada, há diferentes meios de regularização. O relatório aponta que “Índia e Laos aparecem com possibilidade adicional de visto eletrônico e permanência indicada de 30 dias; Papua-Nova Guiné consta com modalidade eletrônica de visitante e período de 60 dias”.
Posição em blocos internacionais
A liderança brasileira também aparece nas comparações por organizações internacionais. O relatório registra que o país está “em primeiro entre 33 integrantes do grupo CELAC e entre cinco membros do MERCOSUL”. Entre os 11 países do BRICS, ocupa a segunda posição; no G20, fica em décimo lugar entre 19 países comparados. O estudo ainda aponta a quarta posição entre 132 países do G77 e a segunda entre dez países agrupados pelo idioma oficial português.
Condições de entrada no Brasil
O relatório alerta que “a posição de um passaporte para viagens ao exterior não deve ser confundida com as regras aplicadas a visitantes estrangeiros”. Na classificação de receptividade, o Brasil figura em 80º lugar entre 199 países.
Na comparação de reciprocidade, “não há países cujos cidadãos possam entrar no Brasil com facilitação de acesso e que, ao mesmo tempo, exijam visto do titular de passaporte brasileiro”. Já “Angola, Índia e Laos figuram no grupo oposto: seus portadores de passaporte precisam de visto para entrar no Brasil, enquanto brasileiros dispõem de acesso sem visto ou por modalidades simplificadas”.
Atualizações e metodologia
O histórico de revisões mostra que o Brasil subiu do 34º para o 33º lugar em setembro de 2026, após a mudança na classificação de Laos, que passou a permitir visto na chegada em vez de exigir autorização prévia.
O Passport Reports explica que “a classificação começa pela pontuação de mobilidade, composta pela soma dos destinos sem visto, daqueles acessíveis por visto na chegada ou outras modalidades de ingresso simplificado e daqueles que requerem autorização eletrônica de viagem”. Em caso de empate, “compara-se primeiro o número de destinos sem visto; persistindo o empate, considera-se a quantidade de autorizações eletrônicas de viagem e, em seguida, o número de destinos na categoria de chegada ou ingresso simplificado”.(por Gisele flores – gisele@pampa.com.br)
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