Domingo, 28 de junho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 27 de junho de 2026

O projeto Trilhas de Empreendedorismo Moda Alegre, coordenado por Tainá Vidal, nasceu em 2017 como uma iniciativa de fortalecimento comunitário e ganhou corpo em 2022, com o lançamento do livro Moda Alegre. Desde então, tornou-se referência em Porto Alegre por unir moda, empreendedorismo e impacto social.
Hoje, o programa já formou diretamente mais de 500 mulheres e alcançou indiretamente cerca de 1.500 pessoas. Em 2026, foi contemplado no primeiro Edital de Subvenção Econômica para Projetos de Impacto Social, promovido pelo Governo do Estado e pela agência de fomento Badesul, o que reforça sua credibilidade e abre novas perspectivas de expansão.
As trilhas oferecem 10 encontros de workshops de empreendedorismo e nove oficinas anuais, com atividades que vão de costura básica, modelagem e corte até bordado, crochê, quilting, tear e upcycle da moda. Além disso, cada participante recebe acompanhamento de mentoras psicólogas durante um ano, garantindo suporte técnico e emocional.
O diferencial está na continuidade: mulheres que se destacam são contratadas no ano seguinte para ministrar oficinas ou atuar na monitoria, criando um ciclo virtuoso de formação e valorização. “As mulheres que se destacam são contratadas no ano seguinte para ministrar oficinas ou atuar na monitoria. Isso cria um ciclo virtuoso de formação e valorização, mostrando que cada participante tem um valor único no mercado de trabalho”, explica Tainá Vidal.
Os cursos acontecem em polos estratégicos da cidade, como BRDE, Banrisul, Sebrae, TecnoPUC, Instituto Caldeira, Iguatemi, PUC e ESPM, permitindo que as mulheres vivenciem o mercado em ambientes reais e ampliem sua visão de consumo, varejo e inovação.
O impacto é acompanhado por uma socióloga que mensura os resultados na vida das participantes, garantindo transparência e credibilidade para apoiadores e investidores. No fim do ano, o programa realiza uma mostra cultural no Iguatemi, onde os melhores trabalhos são expostos e comercializados, gerando renda extra em um período crucial para muitas famílias.
Apesar do sucesso, a demanda é alta: no último edital, foram 300 inscritas, mas apenas parte pôde ser contemplada por falta de patrocínio. “Precisamos de mais apoio para abarcar mais mulheres e oferecer a elas um novo caminho através do empreendedorismo. Cada exemplar do livro Moda Alegre vendido contribui diretamente para o financiamento das atividades”, reforça Vidal.
Com quase uma década de trajetória, o Moda Alegre se consolida como referência em moda sustentável e inclusão social, mostrando que costurar pode ser também um ato de transformação econômica e comunitária.(Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
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