Sábado, 27 de junho de 2026

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Voltar Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 1.430; ONU diz que reconstrução custará 6,7 bilhões de dólares

A ditadura chavista da Venezuela divulgou neste sábado, 27, um novo balanço das mortes provocada pelos terremotos que abalaram o país na quinta-feira.

Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez, já são 1.430 mortos e 3.238 feridos. Cerca de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

O devastador terremoto duplo de 7,2 e 7,5 de magnitude foi o maior no país desde 1.900. Um terceiro tremor foi sentido na noite de sexta-feira, 26, este com 4,7 pontos de magnitude.

Cálculos da ONU estimam que os danos materiais causados ​​pelos tremores na Venezuela chegaram a US$ 6,7 bilhões, o equivalente a 6% do PIB do país.

A avaliação preliminar baseia-se em modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais. Ela inclui perdas em bens como imóveis, mas não abrange a ampla perturbação econômica causada pelo desastre de quarta-feira, afirmou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em comunicado.

Janela de busca

A situação se torna mais desesperadora a cada hora na , enquanto moradores escavam os escombros de casas e prédios que desabaram três dias após os tremores.

As autoridades anunciaram que iriam restringir o acesso a La Guaira, epicentro da destruição, à medida que o caos e o trânsito passaram a atrapalhar os trabalhos de busca. Quem quiser entrar agora terá de obter autorização oficial, embora poucos detalhes tenham sido divulgados sobre quem será autorizado a passar.

Diante da escassez de socorristas do governo, venezuelanos passaram a procurar por conta própria parentes desaparecidos. Em várias das áreas mais atingidas, moradores relataram ter visto poucas equipes de resgate estatais, apesar de as autoridades tentarem projetar uma resposta robusta.

Agências de ajuda humanitária consideram as primeiras 48 a 72 horas uma janela decisiva para retirar pessoas com vida dos escombros, embora esse prazo possa se estender se houver acesso a comida e água.

“Cada pessoa salva é um milagre”, disse Jorge Rodríguez. “Não vamos esconder absolutamente nada sobre a dimensão desta tragédia.”

 

(Com informações do O Estado de S.Paulo)

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