Sexta-feira, 04 de setembro de 2026

Sexta-feira, 04 de setembro de 2026

Voltar Menos poluição: ônibus de Porto Alegre entram em fase de testes com biocombústivel renovável

Um conjunto de quatro ônibus do transporte coletivo de Porto Alegre entraou, nessa quinta-feira (3), em fase de testes para nova alternativa de despoluição. Trata-se do biocombustível Be8 BeVant, renovável, não inflamável, de alta performance e que pode substituir integralmente o diesel, reduzindo em até 99% as emissões de gases do efeito-estufa.

Operados pela empresa Nortran (integrante do consórcio MOB), identificados pela cor azul e prefixos 6495, 6499, 6559 e 6593, os veículos são dos padrões Euro 5 e Euro 6. Possuem ar-condicionado, acessibilidade e circulam na Zona Norte, com a cor azul. Juntos, percorrem mais de 900 quilômetros por dia, ao longo de 62 viagens. A previsão é que rodem quase 21 mil quilômetros por mês, consumindo aproximadamente 7,5 mil litros do biocombustível.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) e integra a estratégia do município de avaliar tecnologias de baixo carbono aplicáveis à frota do segmento. Na noite anterior, a empresa especializada Be8 – de Passo Fundo (Norte gaúcho) – havia formalizado sua adesão a edital de chamamento público que prevê a demonstração operacional de soluções voltadas à redução de gases poluentes pelos coletivos da Capital.

O termo foi assinado no espaço da Be8 na Expointer, em Esteio (Região Metropolitana de Porto Alegre). Partcipiram o prefeito Sebastião Melo, o  titular da SMMU, Adão de Castro Júnior, a presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), Tula Vardaramatos, e o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, dentre outras autoridades e empresários do setor.

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O Be8 BeVant pode ser utilizada nos motores a diesel já existentes na frota, sem a necessidade de alterações técnicas ou adaptações nos veículos. A empresa fornecerá um tanque para armazenamento do biocombustível, permitindo sua integração à rotina de abastecimento.

Essa solução representa uma alternativa complementar à eletrificação e a outras tecnologias de baixa emissão, com potencial para ampliar as possibilidades de transição energética do transporte coletivo. E sem a necessidade de investimentos adicionais em modificações dos veículos e da infraestrutura existente.

A demonstração terá duração de seis meses e permitirá acompanhar o desempenho do biocombustível na rotina do transporte público municipal. A Smmu e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) são responsáveis pela definição das linhas e das operadoras participantes, em articulação com as empresas concessionárias que já manifestaram interesse em testar a tecnologia em suas frotas.

Durante o período, serão avaliados aspectos como redução de emissões, desempenho dos veículos, manutenção operacional, custos da operação, suprimento e logística de abastecimento. Os dados obtidos deverão contribuir para a avaliação técnica da solução e subsidiar as estratégias do município para a transição energética e a modernização da frota.

(Marcello Campos)

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