Segunda-feira, 25 de maio de 2026

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Voltar Mais de 830 mil gaúchos seriam impactados por mudança na jornada de trabalho

O fim da escala de trabalho 6×1 pode beneficiar diretamente 830.516 trabalhadores no Rio Grande do Sul, segundo levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número corresponde aos profissionais que atualmente trabalham seis dias por semana com apenas um dia de descanso e que poderiam migrar para o modelo 5×2, caso a proposta avance no Congresso Nacional.

Os dados apontam que o Estado possui hoje 1.696.461 trabalhadores inseridos na escala 5×2, o equivalente a 67,13% do total analisado. Outros 32,87% ainda atuam sob o regime 6×1.

O governo federal encaminhou ao Congresso, em abril, um projeto de lei que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. A proposta também estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e proíbe redução salarial em razão da mudança.

Segundo o governo, a medida busca ampliar o tempo destinado ao descanso, convivência familiar e lazer. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a proposta durante pronunciamento no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, ao afirmar que a jornada de seis dias de trabalho para um de descanso não acompanha as transformações tecnológicas e sociais das últimas décadas.

Em nível nacional, o levantamento do MTE identificou a jornada de trabalho de 44,7 milhões de pessoas. Desse total, cerca de 14,9 milhões ainda trabalham na escala 6×1, o equivalente a aproximadamente um terço dos trabalhadores analisados.

Os dados também mostram que 38,6 milhões de brasileiros cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre eles, 37,2 milhões trabalham atualmente 44 horas por semana, enquanto outros 1,4 milhão possuem carga horária entre 40,1 e 43,9 horas semanais.

No Rio Grande do Sul, a eventual redução da jornada para 40 horas poderia alcançar cerca de 2,1 milhões de trabalhadores de diferentes setores econômicos, especialmente comércio, serviços, indústria e logística.

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número de trabalhadores na escala 6×1, com cerca de 7 milhões de pessoas. Em seguida aparecem Sul, com 2,9 milhões, Nordeste, com 1,97 milhão, Centro-Oeste, com 1,34 milhão, e Norte, com 751,7 mil trabalhadores.

Entre os Estados, São Paulo lidera em número absoluto de trabalhadores no regime 6×1, com 4,28 milhões de pessoas. Na sequência estão Minas Gerais, com 1,46 milhão, Rio de Janeiro, com 1,05 milhão, Santa Catarina, com 1,04 milhão, e Paraná, com 1,03 milhão.

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