Segunda-feira, 06 de julho de 2026

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Voltar Líder do PL diz que ida de Tarcísio para o partido de Bolsonaro seria um “gesto”, mas sem garantia de recuo do ex-presidente

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que um dos motivos para o ex-presidente Jair Bolsonaro decidir escolher o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu sucessor na disputa pela Presidência da República foi o cenário de falta de acenos políticos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente e ao partido.

Segundo Sóstenes, a ausência de gestos mais claros de alinhamento por parte de Tarcísio pesou na decisão de Bolsonaro, que optou por concentrar o apoio no filho e manter o controle do projeto eleitoral dentro do PL.

“Qual é o gesto de aproximação com o PL que o Tarcísio faz até hoje?”. O líder do PL acrescentou: “Em várias conversas, o presidente Bolsonaro já solicitou ao Tarcísio para vir para o PL. Ele nunca vem. E o presidente falou que, se não estiver no PL, ele não vai apoiar”.

As declarações foram dadas durante um almoço com jornalistas nessa segunda-feira (15), em Brasília.

Sóstenes afirmou ainda que uma eventual candidatura de Tarcísio pelo Republicanos teria impacto negativo para o PL nas eleições proporcionais. Segundo ele, a disputa fora da legenda reduziria o voto de legenda e obrigaria o partido a abrir mão de uma candidatura própria ao Planalto.

“Ele, candidato no 10 (número do Republicanos), ele diminui voto de legenda para federal. Então, no Republicanos, ele atrapalha o PL, sendo candidato a presidente, e a gente já tendo que abrir mão da nossa candidatura”, disse.

O líder do PL não garantiu que Bolsonaro possa recuar da decisão de indicar Flávio Bolsonaro, mas afirmou que uma eventual filiação de Tarcísio ao partido poderia ser interpretada como um gesto político. “Não posso garantir um recuo, mas é um gesto”, afirmou.

Essa não é a primeira vez que Tarcísio é alvo de críticas da ala mais bolsonarista por não fazer “acenos” ao ex-presidente. Em novembro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o governador é o “candidato que o sistema quer” e disse que “uma pessoa de princípios, ao ver que mantém em cárcere privado um sujeito apenas para beneficiá-lo numa eleição, deveria ser a primeira a recusar a candidatura”. “O apego ao cargo detona com o político. Eu não compactuo com quem prende idosos e pessoas inocentes”, declarou à época. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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