Segunda-feira, 06 de julho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 5 de julho de 2026
Uma eliminação da seleção brasileira em Copa do Mundo sempre é traumática e faz surgir vilões. Na derrota de 2 a 1 para a Noruega, nesse domingo (5), pelas oitavas de final do Mundial, não houve um único responsável direto, mas alguns lances que poderiam ter mudado o rumo da história se o desfecho tivesse sido diferente.
O primeiro deles foi o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo. Quando o árbitro Ismail Elfath confirmou, após revisão no VAR, a falta sobre Matheus Cunha dentro da área, surgiu a dúvida: quem bateria? Ninguém sabia quem era o cobrador oficial da seleção brasileira.
Os três melhores batedores estavam no banco de reservas: Neymar, Igor Thiago e Raphinha. Vinícius Júnior é o principal jogador da equipe, mas não é um especialista na marca da cal. Ao longo da carreira, já desperdiçou 6 penalidades em 19 oportunidades.
A responsabilidade ficou com Bruno Guimarães, volante do Newcastle, que também não tem esse fundamento como especialidade, tendo entrado em campo com apenas três cobranças em toda a carreira – nenhuma errada. Ele bateu mal, e o goleiro Nyland fez a defesa.
Carlo Ancelotti adotou a estratégia de entregar a posse de bola para a Noruega, apostando em erros de passe dos europeus e em contra-ataques rápidos com Gabriel Martinelli e Vinícius Júnior. No primeiro tempo, a estratégia funcionou em pelo menos duas oportunidades, mas a melhor chance surgiu na etapa final, já com Endrick em campo, após substituir Matheus Cunha.
Pedido entre os titulares por torcedores e parte da opinião pública, o atacante de 19 anos, do Real Madrid, recebeu ótimo passe de Vinícius Júnior e saiu cara a cara com o goleiro. No entanto, errou o domínio da bola e finalizou para fora. Um lance que, ao fim da partida, mostrou o quanto poderia ter sido decisivo para a classificação brasileira.
Durante a semana, Ancelotti trabalhou intensamente a forma de marcar Haaland, principal atacante da Noruega. Na entrevista coletiva, porém, afirmou que não precisava ensinar Marquinhos e Gabriel Magalhães a neutralizar o centroavante, já que ambos já o enfrentaram diversas vezes, especialmente Gabriel, companheiro de competição de Haaland na Premier League, defendendo o Arsenal, enquanto o norueguês atua pelo Manchester City. Mas ele trabalhou intensamente para evitar dar qualquer espaço para o norueguês.
No primeiro gol, que praticamente definiu a eliminação brasileira, Gabriel Magalhães subiu para disputar a bola pelo alto com Haaland, mas foi superado pelo atacante. Os torcedores noruegueses presentes no estádio pareciam não acreditar no que estavam presenciando.
Neymar entrou aos 22 minutos do segundo tempo, no que pode ter sido sua última partida pela seleção brasileira. Pouco conseguiu produzir e ainda recebeu um cartão amarelo quando o placar já marcava 2 a 0 para a Noruega. No finalzinho, fez o gol de pênalti, em sua especialidade.
Foi a pior campanha do Brasil em Copas do Mundo desde 1990, quando a seleção também caiu nas oitavas de final, diante da Argentina. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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