Quarta-feira, 29 de abril de 2026

Quarta-feira, 29 de abril de 2026

Voltar Justiça do Trabalho gaúcha registra recorde de ações por doenças ocupacionais e forte alta nos acidentes de trabalho

A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul registrou um salto expressivo no número de processos relacionados a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais em 2025. Os dados consolidados do primeiro grau apontam para o maior volume da série histórica no caso das doenças ocupacionais.

A divulgação dessas estatísticas pelo TRT4 (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região), com sede em Porto Alegre, ocorreu na terça-feira (28), Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Em 2025, foram ajuizadas 7.997 ações por doenças ocupacionais no RS, o que representa um aumento de 48,6% em relação a 2024 (5.381 casos) e o maior número já registrado desde o início da série histórica, em 2012.

Nos casos de acidentes de trabalho, também houve crescimento relevante. Foram 7.749 processos em 2025, frente a 5.642 no ano anterior, uma alta de 37,3%.

Um processo pode ter os dois pedidos, tanto de acidente de trabalho quanto de doenças ocupacionais.

Crescimento se intensifica após 2022

A evolução dos dados revela uma mudança de patamar a partir de 2023, com aceleração ainda mais intensa em 2025.

Nos acidentes de trabalho, o volume passou de 4.315 casos em 2022 para 7.749 em 2025, crescimento de quase 80%.

Já nas doenças ocupacionais, o salto foi de 3.534 para 7.997 no mesmo período, aumento de 126%, culminando no recorde histórico.

Nos três primeiros meses de 2026, já são 756 processos por acidentes de trabalho e 776 por doenças ocupacionais.

Reflexos no segundo grau

No segundo grau da Justiça do Trabalho gaúcha, os dados também indicam aumento da demanda. Em 2025, foram distribuídos 3.702 processos de acidentes de trabalho, frente a 3.356 em 2024, e 3.742 processos de doenças ocupacionais, ante 3.046 no ano anterior. Confira a evolução dos números:

Acidentes de trabalho (1º grau)

2012 – 4.886 casos

2013 – 7.135 casos (+46,0%)

2014 – 8.653 casos (+21,3%)

2015 – 10.254 casos (+18,5%)

2016 – 10.587 casos (+3,2%)

2017 – 9.960 casos (-5,9%)

2018 – 4.871 casos (-51,1%)

2019 – 6.047 casos (+24,1%)

2020 – 4.981 casos (-17,6%)

2021 – 5.577 casos (+12,0%)

2022 – 4.315 casos (-22,6%)

2023 – 4.950 casos (+14,7%)

2024 – 5.642 casos (+14,0%)

2025 – 7.749 casos (+37,3%)

Doenças ocupacionais (1º grau)

2012 – 3.357 casos

2013 – 4.783 casos (+42,5%)

2014 – 5.650 casos (+18,1%)

2015 – 6.751 casos (+19,5%)

2016 – 7.281 casos (+7,8%)

2017 – 6.291 casos (-13,6%)

2018 – 2.549 casos (-59,5%)

2019 – 3.395 casos (+33,2%)

2020 – 3.019 casos (-11,1%)

2021 – 3.623 casos (+20,0%)

2022 – 3.534 casos (-2,5%)

2023 – 3.985 casos (+12,8%)

2024 – 5.381 casos (+35,0%)

2025 – 7.997 casos (+48,6%)

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