Sábado, 30 de maio de 2026

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Voltar Influenza avança no País; uso precoce do Tamiflu pode reduzir internações e mortes

O Brasil registrou mais de 8 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à influenza até 16 de maio, número cerca de 70% superior ao verificado no mesmo período de 2025. Diante do aumento das internações e da circulação do vírus em diversas regiões do país, especialistas reforçam a importância do uso precoce do antiviral oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu, para reduzir complicações e evitar quadros graves da doença.

Dados do Ministério da Saúde apontam que praticamente todos os estados brasileiros estão em situação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com exceção de Rondônia. Em 20 unidades da federação, também foi identificado crescimento da tendência de longo prazo dos casos. As hospitalizações por Influenza A seguem em alta na região Sul e em estados como São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins.

Até a última semana analisada, foram registradas 31.775 internações por SRAG com identificação de vírus respiratórios. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) foi responsável por 43% dos casos, seguido pela influenza, com 23%, e pelo rinovírus, com 21%. Entre os 1.210 óbitos associados a vírus respiratórios, 57% tiveram relação com a influenza.

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Especialistas destacam que o Tamiflu apresenta maior eficácia quando o tratamento é iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas. O medicamento é indicado para pacientes com diagnóstico de influenza e pode reduzir a duração da doença, diminuir complicações e evitar a evolução para formas mais graves.

O Ministério da Saúde recomenda o uso do antiviral para pessoas com maior risco de agravamento e para pacientes com SRAG, mesmo antes da confirmação laboratorial da infecção.

Segundo o infectologista Antônio Carlos Bandeira, o protocolo do ministério prioriza grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. Ele ressalta, no entanto, que a indicação formal do medicamento contempla qualquer pessoa com diagnóstico de influenza.

Redução de internações

Estudos citados por especialistas apontam benefícios significativos associados ao uso do oseltamivir. Entre os principais resultados observados estão:

  • redução de aproximadamente um dia na duração dos sintomas;
  • diminuição de 40% a 50% das complicações leves em adultos;
  • redução de 28% das complicações em grupos de maior risco;
  • queda de 52% nas hospitalizações;
  • redução de 18% da mortalidade entre idosos.

Além disso, o Ministério da Saúde informa que o medicamento pode reduzir em até 38% o risco de morte em determinados grupos de pacientes.

Os especialistas alertam, entretanto, que os benefícios tendem a ser menores quando o tratamento é iniciado de forma tardia, especialmente após o surgimento de pneumonia ou de outras complicações respiratórias.

O principal objetivo do uso precoce do antiviral é reduzir a duração e a intensidade dos sintomas, além de evitar a progressão da doença para quadros mais graves que possam exigir hospitalização.

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