Quarta-feira, 06 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 6 de maio de 2026
O governo federal recorreu da decisão do TCU (Tribunal de Contas da União), nesta terça-feira (5), quase uma semana após a corte ter determinado a suspensão imediata do crédito consignado para os aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A decisão foi tomada na quarta-feira da semana passada pelo plenário do tribunal.
Diante da demora, os beneficiários do INSS podem ser prejudicados. Segundo técnicos do TCU, o recurso ainda não foi incorporado ao processo. Após isso, a peça é encaminhada à área técnica do TCU para análise e, sorteado um ministro relator. Cumprida essas etapas, o pedido é levado ao plenário.
No recurso, o governo alegou que a modalidade de crédito “opera em volumes vultuosos de transações diárias”, envolvendo mais de 50 bancos credenciados. “O consignado representa, na prática, a principal forma de acesso ao crédito formal a taxas moderadas”, sustentou o governo no recurso.
A peça cita ainda que há 65,5 milhões de contratos ativos, que atendem cerca de 16 milhões de segurados, no volume total de R$ 84 bilhões, “o que evidencia a ampla utilização da modalidade e sua centralidade no orçamento familiar, especialmente de pessoas predominantemente de baixa renda, idosos e indivíduos em situação de maior vulnerabilidade econômica”.
O governo alegou ainda que a interrupção ampla e imediata do empréstimo pessoal consignado resultante da medida cautelar, alcança dimensões sociais e econômicas relevantes, na medida em que “acaba por empurrar segurados para alternativas de crédito mais onerosas, informalidade ou superendividamento, além de reduzir a circulação de recursos em setores sensíveis da economia.”
A decisão do TCU afetou empréstimos consignados, cartão de credito e de benefícios consignados. O Novo Desenrola, lançado oficialmente pelo governo no início desta semana, altera as regras do consignado, ampliando a margem do empréstimo de 35% para 40% e o prazo de pagamento de 96 meses para 108 meses. azo, e acaba com o uso dos cartões consignados.
A medida provisória que cria o programa acaba com o uso dos cartões consignados. No recurso, o governo citou as mudanças,, destacando que a margem de 40% cairá para 30% gradualmente, o que ajudaria a reduzir o endividamento desse segmento da população.
O governo alegou, ainda que a maior parte das travas sugeridas pelo TCU para evitar fraudes já foi adotada. Entre elas, bloqueio automático o do consignado com a exigência de desbloqueio pelo o próprio segurado com biometria. Extinção de representante legal e trava para bloquear a operação a falecidos e menores de idade, além da proibição de venda casada, como seguro, por exemplo.
A decisão do TCU foi baseada em auditoria que apontou diversas irregularidades na modalidade de crédito.
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.