Segunda-feira, 25 de maio de 2026

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Voltar “Gambá cheira a gambá”, afirma Romeu Zema sobre aproximações com Daniel Vorcaro

Durante agenda em São Paulo nesta segunda-feira (25), o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, voltou a criticar a relação entre políticos e banqueiros, sem citar nominalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na última quarta-feira (20), Zema afirmou que as explicações do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o contato com Vorcaro “não foram convincentes”. Hoje, o mineiro declarou que a proximidade com um “banqueiro bandido é um mau sinal”.

“Para mim, quem se aproximou de um banqueiro bandido é um mau sinal. Gambá cheira a gambá. Não acredito também quando dizem que parentes são as soluções do problema. Quando é parentada e companheirada, a coisa fica difícil de resolver”, disse o pré-candidato. Em conversa com repórteres após o evento desta segunda, Zema falou mais sobre o assunto e voltou a demonstrar um desapontamento com Flávio.

Na avaliação do político, o episódio “é muito preocupante” e, trazendo as recentes pesquisas eleitorais, considera como um fator que poderia facilitar uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito deste ano.

“É muito preocupante. E se em 2022 já foi muito difícil para a direita, com esse escândalo agora fica muito mais ainda, porque em 2022 nós não tivemos nada que se assemelhasse a isso. Então, fico muito preocupado que nós estejamos entregando para a esquerda, mais uma vez, essa eleição. E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio, muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve seu posicionamento enquanto ele [Flávio] caiu. Isso se não surgir mais nada daqui para diante”, completou.

Após a divulgação das conversas em que o senador cobrava dinheiro ao banqueiro para a realização do filme “Dark Horse” — cinebiografia de Jair Bolsonaro —, Zema já havia adotado um tom crítico e se afastou do político, cobrando explicações. Em 13 de maio, data do vazamento dos áudios, o político mineiro classificou a atitude como “imperdoável”.

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, afirmou Zema à época.

Nos dias seguintes, enquanto o político do Novo reforçou as críticas ao senador, a base do bolsonarista classificou as declarações do mineiro como uma manobra para se aproveitar da situação. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, classificou a fala do ex-governador como “acusação sem fundamentos”.

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