Terça-feira, 08 de setembro de 2026

Terça-feira, 08 de setembro de 2026

Voltar Exportação de frango cresce em agosto, enquanto carne bovina recua com queda nas vendas à China

As exportações brasileiras de carne de frango cresceram 24,8% em agosto de 2026, enquanto os embarques de carne bovina recuaram 27,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados mostram desempenhos distintos entre as duas principais proteínas exportadas pelo Brasil, com o frango registrando aumento nos embarques e a carne bovina sendo afetada principalmente pela redução das compras chinesas.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 492,6 mil toneladas de carne de frango em agosto, considerando produtos in natura e processados. O volume ficou acima das 394,6 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. A receita também avançou, passando de US$ 699,5 milhões para US$ 997,9 milhões, alta de 42,7%.

O resultado de agosto foi o segundo maior da série histórica para o setor, atrás apenas do registrado em maio deste ano. No acumulado de janeiro a agosto, os embarques chegaram a 3,92 milhões de toneladas, crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 7,69 bilhões, aumento de 21,9%.

A China foi o principal destino do frango brasileiro em agosto, com 51 mil toneladas. Na sequência apareceram os Emirados Árabes Unidos, com 44,3 mil toneladas; a União Europeia, com 42,4 mil; o Japão, com 41,8 mil; a Arábia Saudita, com 35,2 mil; e a África do Sul, com 25,6 mil toneladas. O Paraná liderou entre os Estados exportadores, com 200,6 mil toneladas.

Na carne bovina, o cenário foi diferente. Os embarques somaram cerca de 225 mil toneladas em agosto, queda de 27,1% em volume ante agosto de 2025. Em receita, as vendas externas movimentaram aproximadamente US$ 1,2 bilhão, redução de 19,7% na comparação anual.

A principal razão para a queda foi a redução das compras da China. O país estabeleceu uma cota anual de 1,106 milhão de toneladas para a entrada de carne bovina sem a aplicação de uma tarifa adicional de 55%. Com a aproximação do limite, os exportadores brasileiros reduziram os embarques para evitar a incidência da sobretaxa.

Em agosto, o Brasil enviou apenas 16,1 mil toneladas de carne bovina para a China, ante 158 mil toneladas em junho. Outros mercados ajudaram a compensar parcialmente a redução, mas não foram suficientes para evitar a queda no resultado mensal.

Apesar do recuo em agosto, o desempenho da carne bovina permanece positivo no acumulado de 2026. A queda mensal ocorre após meses de embarques elevados, especialmente em junho, quando as exportações chegaram a 317 mil toneladas, impulsionadas pela antecipação de compras antes do esgotamento da cota chinesa.

Os dados consolidados do comércio exterior de agosto foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 4 de setembro.

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