Sábado, 09 de maio de 2026

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Voltar Estados Unidos atacam portos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz

Os militares dos Estados Unidos realizaram ataques nesta quinta-feira (7) contra os portos iranianos de Qeshm e Bandar Abbas. As duas regiões alvejadas ficam próximas ao Estreito de Ormuz, via marítima cujo controle tem sido disputado pelos dois países durante a guerra.

Mais cedo, a agência iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas na cidade de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm. A defesa aérea também foi ativada em Teerã nesta quinta-feira, segundo a agência estatal iraniana Mehr. Após o ataque, o Comando militar conjunto do Irã afirmou nesta quinta-feira (7) que responderá de forma poderosa e sem a menor hesitação a qualquer ataque.

Também nesta quinta-feira, o Irã afirmou que três navios de guerra dos EUA que estão próximos ao Estreito de Ormuz são alvo da Marinha do país, segundo a agência iraniana Tasnim. No mesmo dia, a mídia estatal iraniana informou, citando uma autoridade militar não identificada, que o Irã realizou um ataque com mísseis contra embarcações militares dos EUA no Estreito de Ormuz. Segundo a imprensa iraniana, a ofensiva ocorreu após um ataque americano contra um petroleiro iraniano.

As embarcações militares americanas foram forçadas a recuar após sofrerem danos causados pelos ataques com mísseis iranianos, acrescentou a mídia estatal. Não estava claro quando o incidente ocorreu. Os bombardeios ocorreram em meio a negociações frágeis entre EUA e Irã pelo fim da guerra que começou no dia 28 de fevereiro. Atualmente, os EUA aguardam uma resposta do Irã sobre uma proposta americana para encerrar o conflito.

Nesta quarta-feira (6), Trump afirmou que a guerra terminaria se Irã “cumprir o combinado”. O presidente dos EUA afirmou à rede PBS News que um acordo de paz com o Irã, segundo os termos impostos pelos EUA, incluiria o regime iraniano entregando todo seu estoque de urânio enriquecido e se comprometer a não operar suas instalações nucleares subterrâneas.

Apesar dos avanços reportados nesta quarta-feira, o Irã considera que o memorando entregue pelos EUA contém “alguns termos inaceitáveis”, segundo a agência estatal Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que o país está “com o dedo no gatilho”.

Essas negociações acontecerem em meio a um cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã, prorrogado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no final de abril. A trégua foi prolongada, segundo Trump, para viabilizar um acordo entre os países. Desde então, contudo, Irã e EUA têm trocado ataques no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica disputada pelos dois países. (Com informações do portal de notícias g1)

 

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