Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 20 de setembro de 2026
O sigilo que a defesa do Alexandre Pires pediu à Justiça era uma solicitação para restringir o acesso público aos autos envolvendo a compra de uma fazenda de R$ 25 milhões pelo cantor, em Dianópolis, no sudeste do Tocantins. O caso entrou em disputa judicial após um sócio alegar que foi excluído da negociação e não recebeu a parte do valor que teria direito.
Na decisão, o juiz entendeu que o interesse público e jornalístico em torno do caso não configura, por si só, violação da privacidade do artista. Com isso, o processo continua acessível, enquanto a ação que discute a venda da propriedade segue em tramitação.
A discussão ocorre dentro de uma ação movida pelo empresário Renato Junio Pinto Guimarães, que afirma ter sido excluído da negociação que resultou na venda do Lote 8 da Fazenda Buriti ao cantor. Segundo ele, a propriedade fazia parte de uma sociedade rural formada por três empresários e ele não recebeu a parcela do valor que considera ter direito.
Em nota, o escritório Moraes Advocacia Rural, que representa Renato, afirmou que a ação busca resguardar os direitos patrimoniais do cliente. Segundo a defesa, ele continua aberto ao diálogo e a um acordo entre as partes. O portal G1 procurou a defesa de Alexandre Pires, mas não recebeu resposta.
Foi nesse contexto que a defesa de Alexandre Pires pediu que a tramitação ocorresse em segredo de justiça. O argumento apresentado foi que a exposição do caso poderia atingir a intimidade do artista e revelar informações relacionadas ao seu patrimônio.
Também alegou que os autos contêm materiais considerados sensíveis, como fotografias da residência, vídeos enviados ao Ministério Público e relatos de conflitos pessoais entre os envolvidos.
Ao analisar o pedido, a Justiça rejeitou a adoção de sigilo total. Na decisão, o magistrado afirmou que a repercussão pública do caso e o interesse da imprensa não são suficientes para justificar a restrição completa do acesso aos autos, mas permitiu que cantor peça proteção a documentos específicos considerados sensíveis.
Conflito entre empresários e acionamento do MPTO
A controvérsia envolve a venda de uma área de 1.866 hectares localizada na região do Matopiba. Segundo a defesa de Renato, ele apresentou a propriedade ao cantor antes da conclusão do negócio. Apesar disso, a venda teria sido fechada diretamente entre os outros dois empresários e Alexandre Pires.
Renato acionou a Justiça pedindo a anulação de um terço da venda. Em junho de 2026, o juiz determinou a inclusão de Alexandre Pires no processo por entender que uma eventual decisão sobre a validade do contrato poderia afetar diretamente o imóvel adquirido pelo cantor.
Com o avanço da disputa financeira e judicial, o conflito entre os empresários também envolveu denúncias de violência. Renato anexou ao processo um boletim de ocorrência, fotos e vídeos de episódios de confusão entre as partes.
Em uma gravação feita em julho de 2026, uma caminhonete se aproxima e bate contra o portão de uma fazenda. Em seguida, dois homens descem do veículo, atravessam a cerca e entram na propriedade.
Renato também afirmou que máquinas agrícolas foram retiradas sem autorização e que 11 cabeças de gado foram soltas em direção a uma rodovia. Gabriel e Matheus, por sua vez, afirmam no processo que as máquinas e ferramentas pertenciam exclusivamente a eles e não faziam parte da sociedade.
Diante dos relatos de agressões e de possíveis crimes, a Justiça acionou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) em agosto de 2026 para acompanhar e apurar o caso. Uma audiência de conciliação realizada em 27 de agosto terminou sem acordo. Com informações do portal G1.
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