Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 20 de outubro de 2026
A economia brasileira cresceu 0,5% em agosto, na comparação com julho, depois de dois meses consecutivos de retração. O resultado foi divulgado pelo Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), e indica recuperação da atividade no período.
Na comparação com agosto de 2025, a expansão foi de 1,5%. No trimestre móvel encerrado em agosto, o crescimento chegou a 1,7% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Em 12 meses, a economia acumulou alta de 1,8%.
O resultado mensal reverteu as quedas registradas em junho e julho, quando a atividade recuou 0,9% e 0,3%, respectivamente. O indicador da FGV funciona como uma estimativa antecipada do comportamento do PIB, cuja divulgação oficial é feita trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Pelo lado da oferta, o crescimento de agosto foi impulsionado pela indústria extrativa e pela continuidade da expansão dos serviços. Na análise da demanda, as exportações e o consumo do governo contribuíram positivamente, apesar da desaceleração do consumo das famílias.
O pesquisador associado do Ibre, Claudio Considera, avaliou que o resultado mostra capacidade de recuperação da economia mesmo em um ambiente de inflação persistente e juros elevados. A política monetária restritiva, adotada para conter a alta dos preços, tende a limitar o consumo e os investimentos, mas não impediu a expansão registrada no mês.
No trimestre encerrado em agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%. Os investimentos também apresentaram recuperação, com destaque para a construção, embora a aquisição de máquinas e equipamentos tenha continuado a exercer influência negativa sobre parte do indicador.
As exportações avançaram 2,5% no trimestre móvel encerrado em agosto, enquanto as importações cresceram 6,4%. A estimativa da FGV aponta que o PIB acumulado até agosto alcançou R$ 9,020 trilhões em valores correntes.
O Monitor do PIB é acompanhado por analistas por oferecer uma indicação mensal da atividade econômica antes dos números oficiais do IBGE. O resultado, contudo, não substitui a divulgação trimestral do instituto, prevista para dezembro, referente ao terceiro trimestre de 2026.
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