Segunda-feira, 27 de julho de 2026

Segunda-feira, 27 de julho de 2026

Voltar Dólar sobe a R$ 5,11 e Bolsa avança com alívio no petróleo e foco no banco central norte-americano

O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (27) em alta de 0,60%, cotado a R$ 5,1116, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em valorização de 0,80%, aos 175.432 pontos. O mercado repercutiu a redução das tensões no Oriente Médio, a forte queda dos preços do petróleo e as expectativas para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Com o resultado do dia, a moeda norte-americana acumula queda de 0,99% no mês e recuo de 6,87% no ano. Já o Ibovespa registra alta de 1,98% em julho e ganho de 8,88% em 2026.

O principal fator de alívio para os mercados foi a interrupção dos ataques entre Estados Unidos e Irã pelo segundo dia consecutivo. Apesar da redução das hostilidades, autoridades iranianas afirmaram que não há negociações de paz em andamento entre os dois países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã não mantém conversas diretas com Washington neste momento. Segundo ele, as tratativas em curso envolvem Omã e têm como foco a criação de mecanismos relacionados ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.

Mesmo sem um acordo formal, o governo iraniano informou que também suspendeu os ataques de retaliação contra países vizinhos aliados dos Estados Unidos, após a terceira noite seguida sem bombardeios americanos contra seu território. O porta-voz militar Mohammad Akraminia afirmou que a estratégia iraniana está baseada em responder às ações dos EUA, mas alertou que uma eventual retomada dos ataques poderá ampliar o conflito.

Apesar da trégua, o cenário segue cercado de incertezas. Pelo menos seis embarcações que tentaram atravessar o Estreito de Ormuz foram impedidas pela Guarda Revolucionária iraniana, mantendo preocupações sobre a segurança da navegação na região.

Ainda assim, os preços internacionais do petróleo registraram forte queda. O barril do Brent, referência global, recuou 8,85%, sendo negociado a US$ 88,18. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 7,73%, para US$ 82,41 o barril. A desvalorização da commodity ajudou a reduzir parte das preocupações com inflação global e favoreceu o desempenho dos mercados acionários.

No Brasil, investidores continuam acompanhando a reação do governo federal ao pacote de tarifas anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No domingo (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente da China, Xi Jinping. Segundo o governo brasileiro, os dois líderes defenderam o fortalecimento da cooperação bilateral em áreas estratégicas e a aceleração das negociações para um acordo comercial entre a China e o Mercosul.

Além da política comercial, as atenções do mercado estão voltadas para a agenda econômica da semana. A expectativa predominante é de manutenção dos juros pelo Federal Reserve, conforme indicam contratos futuros monitorados pelo CME Group. Também serão acompanhados novos indicadores de atividade econômica e inflação nos Estados Unidos e no Brasil, além da divulgação de balanços corporativos que podem influenciar o comportamento dos mercados nos próximos dias.

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