Segunda-feira, 27 de julho de 2026

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Voltar Clima melhora nos EUA, Chicago recua e colheita da safrinha redefine estratégia do produtor brasileiro

 

A semana começou com uma virada no mercado internacional de grãos. A melhora das previsões climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos reduziu o prêmio de risco que vinha sustentando as cotações de soja e milho em Chicago. O recuo do petróleo, após o alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e no Mar Negro, também enfraqueceu o mercado de energia e pressionou commodities ligadas aos biocombustíveis, como o óleo de soja e o milho destinado ao etanol.

“A gente tem uma melhora dos mapas de clima nos Estados Unidos. Era algo que a gente vinha falando muito sobre a volatilidade do mercado climático e como isso poderia trazer um retorno caso a gente visse essas melhoras acontecendo. E, de fato, foi o que aconteceu. Todo esse prêmio de risco acabou arrefecendo um pouco mais e a gente vê o retorno de Chicago novamente”, explica Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro. Segundo ela, a queda ganhou força com a redução das tensões entre Irã e Israel, que derrubou o preço do petróleo e retirou parte da sustentação do mercado energético.

No Brasil, o avanço da colheita da safrinha muda o foco do produtor. A oferta elevada pressiona a capacidade de armazenagem e logística, aumentando o peso do frete sobre a rentabilidade. Para o agricultor médio, isso significa avaliar não apenas os preços internacionais, mas também os custos locais e o fluxo de caixa. Ainda assim, exportações crescentes pelo Arco Norte, a demanda da indústria de etanol e a valorização dos contratos futuros ajudam a dar sustentação ao mercado.

“Apesar dessa queda, a gente está tendo um dos melhores preços desde meados de março. Os preços ainda são atrativos e, apesar do recuo, a gente pode ver valores bons em reais por saca”, afirma Yedda. Para ela, o produtor deve considerar custos de armazenagem, frete e base regional antes de travar vendas. “É sempre bom o produtor olhar tanto os preços em Chicago como também os preços em reais por saca para ver como a gente está tendo a compensação de um lado ou de outro”, conclui.  (por Gisele Flores – @giseleflorespampa )

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