Segunda-feira, 22 de julho de 2024

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Voltar Dia 8 de janeiro em Brasília: governo não se preocupa com novos ataques na data, mas monta plano “robusto”

As equipes de segurança dos Três Poderes da República se reuniram nessa terça-feira (26), em Brasília, para traçar um plano de segurança contra eventuais investidas antidemocráticas no próximo dia 8 de janeiro, quando se completa um ano dos atos extremistas. Um evento na capital, com autoridades federais e dos Estados, vai marcar a data.

Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal participaram da reunião junto com equipes de segurança do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, disse que não há preocupação detectada, mas o plano de segurança será robusto.

“Reunimos todos os atores. Estamos montando um plano de segurança robusto, mas nada excessivo, porque não há até o momento nenhuma indicação de nada que gere preocupação. Mas as inteligências seguem conversando, a gente segue monitorando”, afirmou.

“Foi uma reunião de integração, de troca de informações, uma vez que haverá um ato histórico no 8 de janeiro, um ato de celebração com autoridades de todo o Brasil. Não há nada que gere preocupações neste momento”, disse Cappelli a jornalistas. “Até agora, não há sinal de nada fora do normal.”

No próximo dia 8, um evento em Brasília vai marcar o período de um ano dos ataques, quando extremistas depredaram o Palácio do Planalto, o STF e o Congresso Nacional. A Suprema Corte já condenou 25 pessoas por participação nos atos, com penas que variam até 17 anos.

Segundo Cappelli, diferentemente de um ano atrás, não há hoje “nenhum ambiente para atitude golpista” no País.

“A atuação firme nossa, tanto na intervenção federal quanto depois, nos desdobramentos da operação Lesa Pátria, comandada pela Polícia Federal, e a ação enérgica do STF, deixou claro que existe uma linha, um limite que não pode ser ultrapassado. O Brasil é um país livre, democrático, as manifestações são sempre muito bem-vindas, mas não é aceitável nenhuma atitude que atente contra os poderes constituídos, contra a Constituição. Então esse processo foi muito pedagógico, muito educativo, no sentido de estabelecer limites”, acrescentou.

Esta foi a primeira reunião para tratar do esquema de segurança do evento. Na próxima quinta (4), Cappelli assinará o plano de ações integradas definindo as responsabilidades de cada uma das forças de segurança reunidas para a garantia da tranquilidade.

Segundo ele, há um monitoramento da pasta de Justiça e Segurança Pública de possíveis atos e manifestações mais violentas, mas, no entanto, não foi detectado nada que possa preocupar a integridade dos prédios e das autoridades da República.

Não há, até o momento, a previsão de que Esplanada dos Ministérios seja integralmente fechada no dia 8 de janeiro. O isolamento deve acontecer apenas nas vias mais próximas ao Palácio do Congresso Nacional, onde se concentra o evento principal da data.

“Não está no horizonte neste momento o fechamento da Esplanada. A partir de agora acontecem reuniões técnicas, até fechar o plano no dia 4. O que vamos monitorar são atos que ameacem os Poderes”, afirmou Cappelli.

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