Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

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Voltar Denúncia do Cremers dá origem à operação da Polícia Federal contra diplomas falsos

Conselho gaúcho foi o ponto de partida para investigação nacional que revelou esquema de venda de diplomas de Medicina.

Uma denúncia feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) em 2023 desencadeou a investigação que resultou na operação da Polícia Federal, deflagrada em 12 de agosto de 2026, contra um esquema de venda de diplomas falsos de Medicina.

Na ocasião, o Cremers identificou a fraude quando uma mulher de 33 anos, natural do Acre, apresentou um diploma falso do Centro Universitário Funorte, de Montes Claros (MG), para obter registro profissional. O documento indicava formatura em fevereiro de 2023, mas a médica já atuava desde 2017 pelo programa Mais Médicos, atendendo comunidades indígenas em Cacique Doble (RS). A fraude foi constatada durante a conferência da documentação, que inclui a verificação direta da autenticidade junto à instituição de ensino.

Operação da Polícia Federal

A investigação evoluiu e culminou na operação que revelou um esquema de comercialização de diplomas e documentos acadêmicos falsos. De acordo com a PF, outros 45 investigados teriam adquirido diplomas falsos e buscado registro em Conselhos Regionais de Medicina. Até o momento, não há confirmação de registros irregulares no Rio Grande do Sul.

A mulher identificada em 2023 foi presa, e o caso serviu como ponto de partida para rastrear a rede criminosa.

Posição oficial do Cremers

Em nota oficial, o Conselho destacou:

“A checagem da formação médica é uma das etapas fundamentais para impedir que pessoas sem formação regular obtenham registro e exerçam ilegalmente a Medicina.”

“O Cremers não admite fraudes para obtenção de registro profissional e seguirá atuando de forma rigorosa na identificação de irregularidades, contribuindo para impedir o exercício ilegal da Medicina, valorizar a profissão médica e proteger a segurança dos pacientes.”

O Cremers também informou que solicitará à Polícia Federal acesso às informações da operação para verificar se há registros irregulares no Rio Grande do Sul e adotar medidas cabíveis.

Impacto nacional

O caso expõe a vulnerabilidade dos sistemas de registro e reforça a importância da atuação conjunta entre Conselhos Regionais e Polícia Federal. A operação evidencia como a checagem rigorosa de diplomas é essencial para proteger a saúde pública e impedir que pessoas sem formação adequada exerçam a Medicina. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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