Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

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Voltar Começa a montagem de decoração alusiva os 157 anos do Mercado Público de Porto Alegre

Celebrado no próximo sábado (3), o aniversário de 157 anos do Mercado Público de Porto Alegre é tema de decoração especial que começa a ser montada nesta quarta-feira (30) e que permanecerá até o final de outubro. Os quatro pórticos e outros espaços do prédio histórico receberão itens como banners e ambientes para que o público fotografe e compartilhe imagens.

Um edital selecionou a empresa Spal Indústria Brasileira de Bebidas como responsável pelo serviço, mediante contrapartidas que preveem a veiculação publicitária de sua marca nos elementos decorativos, junto ao brasão municipal.

A programação inclui o tradicional bolo seguido do “Parabéns a Você”, com a presença de autoridades, convidados e populares. Dentre eles deve estar o titular da Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio (Smap), Élvio Santos:

“A adesão das empresas à comemoração dos 157 anos do Mercado Público reafirma a importância desse patrimônio histórico e cultural de Porto Alegre, símbolo da identidade da Capital e espaço de referência à população. Trata-se de uma contribuição que fortalece a trajetória e reconhece o importante papel do centro de compras, convivência e tradição”.

História de resistência

Projetado pelo engenheiro Frederico Heydtmann (o mesmo do Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre), o prédio em estilo neoclássico passou por uma série de transformações ao longo das décadas. Também resistiu a uma  série de problemas.

Na lista estão quatro grandes incêndios (1912, 1976, 1979 e 2013) e duas megaenchentes (1941 e 2024). Isso sem contar um plano da prefeitura, em 1971, prevendo a demolição do imóvel para dar lugar a um estacionamento – absurdo que não se concretizou graças à mobilização popular e de setores da imprensa.

Um dos ”cartões postais” da capital gaúcha, o local recebe diariamente cerca de 100 mil pessoas. Seus corredores e demais espaços abrigam mais de 100 estabelecimentos (e 1,2 mil trabalhadores) que oferecem os mais variados itens.

Na lista estão peixes, carnes nobres, frutas, verduras, ervas, especiarias, grãos, alimentos orgânicos, bebidas, além de artesanato, artigos religiosos e decorativos. Também é lugar de concorridos restaurantes, cafés, lancherias e outros estabelecimentos gastronômicos. Outra atividade são as feiras regulares (pescados, discos de vinil, gibis etc).

No dia 24 de setembro de 2019, após a Assembleia Legislativa aprovar por unanimidade um projeto de lei de autoria do deputado estadual Luiz Marenco (PDT), o local foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul. O parlamentar frisou, naquela ocasião, que a iniciativa teve por finalidade “proteger o local contra planos de privatização”.

(Marcello Campos)

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