Sexta-feira, 05 de junho de 2026

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Voltar Comandante passa mal e copiloto assume avião em voo de Curitiba para Campinas

Um piloto da companhia aérea Azul passou mal durante um voo entre Curitiba (PR) e Campinas (SP), mas a aeronave conseguiu pousar em segurança após o copiloto assumir o comando. O incidente ocorreu na noite de quarta-feira (3), durante o voo AD2966, que tinha como destino o Aeroporto Internacional de Viracopos.

Segundo informações da companhia, o voo decolou da capital paranaense às 20h50 e aterrissou em Campinas às 21h42. Relatos indicam que o comandante teria sofrido uma convulsão durante o trajeto, exigindo a intervenção imediata do copiloto para conduzir a aeronave até o destino final.

Em nota, a Azul confirmou que um dos tripulantes precisou de atendimento médico durante a operação e destacou que o episódio não comprometeu a segurança do voo.

“O profissional recebeu suporte de um médico que estava a bordo da aeronave no momento da ocorrência. O voo prosseguiu normalmente e o avião pousou em Viracopos em total segurança”, informou a empresa.

A companhia não divulgou detalhes sobre o quadro clínico do piloto nem informou se ele precisou ser hospitalizado após o pouso. Também não foram divulgadas informações sobre a identidade do profissional.

O episódio evidencia a importância dos protocolos de segurança adotados pela aviação comercial. Em voos regulares, copilotos recebem o mesmo treinamento técnico necessário para assumir o comando da aeronave em situações de emergência, garantindo a continuidade segura da operação caso o comandante fique impossibilitado de exercer suas funções.

Embora raros, casos envolvendo problemas de saúde de pilotos durante voos comerciais já foram registrados anteriormente. A própria Azul enfrentou situação semelhante em julho de 2025, quando o comandante de uma aeronave que seguia de Portugal para Campinas passou mal durante a viagem.

Na ocasião, o copiloto assumiu os controles e decidiu desviar a rota para o Aeroporto Internacional do Recife, em Pernambuco. O pouso ocorreu sem incidentes e o piloto recebeu atendimento médico em solo.

Casos semelhantes também ocorreram em companhias internacionais. Um dos episódios mais conhecidos envolveu uma aeronave da companhia alemã Lufthansa. Em fevereiro de 2024, um avião que seguia para a Espanha permaneceu por cerca de dez minutos sem um piloto apto a comandá-lo diretamente.

Segundo as investigações, o copiloto sofreu um mal súbito enquanto estava sozinho na cabine de comando, enquanto o comandante havia saído temporariamente. A aeronave permaneceu em piloto automático até que o comandante conseguisse retornar à cabine e reassumir os controles.

Especialistas destacam que a ocorrência de emergências médicas com pilotos é incomum, mas faz parte dos cenários previstos pelas normas internacionais da aviação. Por isso, as companhias aéreas mantêm procedimentos rigorosos de treinamento e contingência para garantir a segurança dos passageiros e da tripulação em situações inesperadas.

No caso do voo da Azul, a operação foi concluída normalmente e nenhum passageiro ficou ferido. A empresa afirmou que segue prestando assistência ao profissional envolvido na ocorrência.

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