Sábado, 01 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 1 de agosto de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (1º), que a Espanha sofreu uma invasão de imigrantes e disse que o mesmo ocorrerá com os EUA, em escala ainda maior, caso os republicanos não vençam as eleições legislativas de meio de mandato.
Segundo Trump, as cenas vistas na Espanha mostram “uma catástrofe”. “Quando vi o que aconteceu na Espanha, pensei: este será um tema de campanha para as eleições de meio de mandato”, afirmou Trump, durante a primeira reunião de gabinete televisionada em Camp David.
Trump voltou a responsabilizar seu antecessor, Joe Biden, pela política migratória dos EUA, afirmando que o democrata permitiu a entrada de milhões de imigrantes no país. A Espanha anunciou neste sábado o retorno a uma “normalidade razoável” em Ceuta, depois que quase 60 mil pessoas entraram no enclave espanhol no norte da África, na fronteira com o Marrocos.
A cidade autônoma amanheceu neste sábado sob neblina,com grupos de jovens que continuavam atravessando a fronteira em direção ao Marrocos, sob os olhares atentos de militares e agentes da Guarda Civil.
“Invasão? Não. Isso é mentira”, contou em espanhol à AFP Soufian, um marroquino de 42 anos que entrou a nado em Ceuta. “Todas as pessoas querem subir, querem um futuro bom, que não existe no Marrocos. Eu, agora mesmo, estava trabalhando como segurança, 12 horas. E quanto recebo de pagamento por dia? Dez euros”, acrescentou.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, chegou neste sábado a Ceuta para transmitir uma mensagem de tranquilidade e afirmou que, embora não se considere a crise encerrada, a situação em Ceuta é de “razoável normalidade”.
Também afirmou que “quase todos” os migrantes que entraram em Ceuta na quinta-feira – até 60 mil pessoas em apenas 24 horas – já saíram do país. Mas ele admitiu que é difícil estabelecer números exatos.
Por sua vez, o presidente da cidade, Juan Vivas, negou uma situação de “normalidade” e afirmou que Ceuta ainda tem “milhares de pessoas que precisam ser repatriadas”. A cidade autônoma, de 84 mil habitantes, viveu uma das piores crises migratórias de sua história com a chegada de dezenas de milhares de pessoas, a maioria homens jovens e adolescentes.
Pelo menos 67 pessoas morreram na tentativa de chegar ao enclave, segundo um balanço atualizado pelo governo espanhol. Neste sábado, os cafés estavam cheios novamente e a cidade tinha muito trânsito, assim como filas nos supermercados.
“As prateleiras estão vazias”, disse à AFP María José Benítez, dona de casa. Ao seu lado, Irene Cuadro, que trabalha como auxiliar de cozinha, afirmou que ainda há “bastante barulho e, na verdade, não há tranquilidade”.
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