Domingo, 20 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 19 de setembro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar sobre inteligência artificial em sua rede social, a Truth Social. Desta vez, ele propôs mudar o nome da tecnologia e criou uma enquete para que seus seguidores escolham uma nova opção. Na enquete, Trump apresentou três opções: Inteligência Superior (IS), Inteligência Extrema (IE) ou Inteligência Suprema (IS).
A Inteligência artificial existe há pelo menos 80 anos. Ela é um conjunto de soluções que, por meio de computadores e máquinas, realiza diversas funções avançadas, podendo analisar dados, entregar previsões, recomendações, traduzir e criar coisas.
Trump, porém, não explicou como a alteração seria feita nem se o setor de IA concorda com a possível mudança. Segundo ele, o termo “inteligência artificial” não é bom e é “pouco eloquente”.
“Muitas pessoas acham que as palavras ‘Inteligência Artificial’ são imprecisas e muito pouco eloquentes em relação à IA, ou Inteligência Artificial”, disse o republicano.
“Esta é uma enquete, e eu agradeceria que todos votassem! Qual é o melhor nome para essa ‘Revolução’ em constante crescimento?”, completou.
Trump vem comparando os riscos da IA às previsões sobre as mudanças climáticas e classificou as duas questões como uma “farsa”. Em uma publicação recente, ele afirmou que as pessoas que alertam que a IA pode destruir o mundo e que a construção de data centers é prejudicial às comunidades são as mesmas que, no passado, diziam que o planeta seria “extinto” pelas mudanças climáticas.
“Essa farsa nunca funcionou para eles, e agora estão passando para a próxima”, escreveu Trump.
O presidente também afirmou que essas pessoas seriam “revolucionários”, mas estariam defendendo uma “causa ruim e maligna”.
A publicação ocorre em meio ao aumento dos alertas sobre os riscos do avanço acelerado da IA. No fim de semana passado, dois pesquisadores ligados à Anthropic disseram que o desenvolvimento rápido da tecnologia pode, em um futuro não muito distante, levar à extinção da humanidade.
O estopim foi um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. “Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA”.
O discurso também foi defendido por executivos de empresas que concorrem com a Anthropic, como Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. Mark Zuckerberg, CEO da Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp), rejeitou a ideia. Para ele, as regras do próprio mercado e o risco de processos na Justiça são as melhores proteções contra os perigos dessa tecnologia.
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